Itacolomi combina história e natureza a um pulo de Ouro Preto

Após quase três anos com os portões fechados, o Parque Estadual do Itacolomi reabriu ao público em fevereiro de 2026, sob a concessão da Parquetur. Criado em 1967, o parque protege quase seis mil hectares de áreas naturais entre Ouro Preto e Mariana, uma região que no século 18 foi o coração econômico do Brasil.

Hoje, guarda campos de altitude, florestas de Mata Atlântica, nascentes, cachoeiras e uma biodiversidade que inclui desde quatis e macacos-sauá até espécies raras e emblemáticas, como o lobo-guará e a onça-parda. Entre as trilhas, não é raro encontrar orquídeas que só existem naquela região serrana.

O Pico do Itacolomi, a 1.772 metros de altitude, é o coração do parque e um de seus maiores símbolos. Durante o período colonial, funcionava como referência para viajantes que percorriam a Estrada Real, recebendo o apelido de “Farol dos Bandeirantes”. A caminhada até o topo recompensa o visitante com um dos mirantes mais espetaculares de Minas Gerais. Lá de cima, a vista alcança Ouro Preto, Mariana e uma sucessão de vales e serras que se perdem no horizonte — um cenário tão marcante que foi registrado por viajantes europeus desde o século XVIII.

Pelas trilhas e áreas conservadas do parque, vivem mamíferos como tamanduá-mirim, gato-mourisco, tapeti, lontra, mico-estrela, iraras e jaguatirica, além de registros de onça-parda, onça-pintada e lobo-guará. Para os observadores de aves, o parque revela espécies como pavó, jacu-açu, maritacas, gaviões e beija-flores, transformando cada caminhada em uma experiência de descoberta.

Formação rochosa dentro do parqueEvandro Rodney/Divulgação

Atrações históricas

Além das paisagens naturais, o parque guarda um valioso conjunto de patrimônio histórico, que amplia a experiência do visitante e conecta o passeio à formação cultural de Minas Gerais. A Casa Bandeirista, construída entre 1706 e 1708, é uma das primeiras moradias rurais da região e serviu de apoio aos exploradores do ouro. Tombada pelo IEPHA, hoje abriga exposições e espaços de visitação.

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A Capela de São José, simples e acolhedora, preserva sua arquitetura e atmosfera de contemplação. Já o Museu do Chá revela um capítulo pouco conhecido da história local, instalado onde funcionou uma fábrica de chá inglês e alemão no século XX.

Com uma infraestrutura completa de uso público, o Parque Estadual do Itacolomi oferece centro de visitantes com exposição permanente, auditório, áreas de convivência, camping, estalagens, restaurante, trilhas sinalizadas e espaços destinados à pesquisa, educação ambiental e atividades culturais.

A concessão do parque marca o início de um novo ciclo, com foco na valorização de seus atrativos naturais e históricos e na criação de experiências que convidem o visitante a permanecer mais tempo na região.

Fachada da Casa BandeiristaParquetur/Divulgação

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Como chegar

O parque fica no quilômetro 98 da BR-356. As condições de acesso são boas, com rodovias em pista simples, pavimentadas e sinalizadas até sua portaria. Fica a 111,30 km do Aeroporto da Pampulha e 143,50 km do Aeroporto Internacional de Confins.

O parque é acessível por transporte público a partir de Belo Horizonte, com tempo de viagem em torno de 1h35. A partir do centro de Ouro Preto também existem várias linhas regulares de transporte urbano.

Mais informações sobre ingressos e funcionamento do parque no site parquedoitacolomi.com.br .

Veja um guia completo de Ouro Preto

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