Risco de desabamento ameaça trechos do Parque do Ibitipoca (MG)

Um relatório recente do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontou 29 pontos com riscos geológicos no Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais. Dentre os principais perigos, estão a queda de rochas, enxurradas repentinas conhecidas como “cabeças d’água” e alagamentos súbitos no interior de grutas. A recomendação do SGB foi interditar imediatamente as áreas mais vulneráveis.

Porém, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), órgão do governo de Minas Gerais responsável pela administração da unidade, informou em nota que o relatório técnico ainda está em análise.  Já a concessionária Parquetur, responsável pela gestão, apoio à visitação e serviços, foi contatada pela VT, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

Soluções apontadas

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, cachoeiras e poços devem ter a visitação interrompida durante ou após chuvas intensas. As atrações Janela do Céu, Cachoeirinha, Cachoeira das Fadas, Ducha e todos os pontos do Circuito das Águas se enquadram nesse caso.

O documento também aponta as regiões de maior risco de queda de blocos:

O Lago das Miragens, conhecido pelas águas escurecidas, deve ser interditado até que um sistema de monitoramento de movimentação dos paredões seja instalado. Quando o estudo foi produzido, o mirante de madeira acima do atrativo já estava fechado devido a uma fratura de 10 cm aberta no piso rochoso.
A Gruta do Bocão deve ser restrita ao público geral até a implementação de medidas de segurança. O local estava interditado durante o levantamento.
A Gruta dos Moreiras deve voltar a receber turistas somente após a implementação de um programa intensivo de aprimoramento das estruturas de segurança.
As demais bases de paredões em todo o parque, como a Gruta dos Gnomos, devem ser interditadas em suas respectivas áreas com maior perigo de queda de blocos.

Para além dos casos específicos, o SGB recomendou medidas gerais para evitar acidentes no parque. Monitoramento em tempo real, inspeções periódicas, controle do número de visitantes (o documento não especifica um limite), melhoria na sinalização e restrição de acesso a áreas instáveis são as principais ações sugeridas.

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O uso de equipamentos de segurança também deve ser obrigatório. Capacetes, lanternas, calçados e roupas adequadas são proteções básicas para se aventurar no parque. O documento também aponta a necessidade de orientações de segurança para todos os visitantes.

Posicionamento dos responsáveis

O documento do SGB foi debatido durante a reunião do Conselho Consultivo do parque. O Instituto Estadual de Florestas (IEF) acredita que a interdição do Lago das Miragens não é necessária no momento, pois já existe monitoramento no local. Também reforça que o passeio em ambientes naturais envolve riscos, e parte do visitante adotar comportamento responsável.

“O IEF realiza acompanhamento contínuo dessas condições, não havendo, até o momento, registros de movimentações que indiquem instabilidade iminente. A gestão de riscos no Parque está baseada na combinação de monitoramento técnico, sinalização e orientação aos visitantes, no âmbito do Sistema de Gestão de Segurança (SGS), atualmente em implantação”, disse a entidade.

O parque

Anualmente, mais de 90 mil visitantes adentram os 1,5 mil hectares do Parque Estadual de Ibitipoca. Um dos mais visitados de Minas Gerais, o local é um dos cartões-postais do estado devido à beleza de seus paredões de rocha, cachoeiras e lagoas.

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O parque é dividido em três trajetos: Circuito das Águas, Janela do Céu e Pião. As trilhas seguem por atrativos onde se pode mergulhar ou contemplar a paisagem.

O Circuito das Águas começa próximo ao estacionamento. Ao longo de seus 5,2 km, o caminho oferece mirantes entre atrativos como a Gruta dos Gnomos, Raia das Ninfas e Lago das Miragens.

O Circuito do Pião é mais desafiador. É preciso enfrentar subidas penosas nos mais de 9,5 km de extensão que atravessam belos locais como a Gruta do Pião, Pico do Pião e a Gruta dos Viajantes.

Para os mais preparados, o Circuito Janela do Céu é o mais longo, com uma trilha pensada para os praticantes de trekking. São 16 km que passam por belezas como o Pico do Cruzeiro, Gruta da Cruz e a Lombada, o ponto mais alto da área de preservação, a 1,7 mil metros de altitude.

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Para receber os visitantes, o Parque Estadual de Ibitipoca tem portaria 24 horas, área de camping, Centro de Visitantes, estacionamento, restaurante, alojamento para pesqusiadores e loja de souvenires.

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