O rover Curiosity, da NASA, completou recentemente mais de seis anos de operação na superfície de Marte — e o preço dessa longa jornada ficou evidente em suas rodas. Imagens divulgadas pela agência mostram o estado avançado de desgaste das quatro estruturas de alumínio, que apresentam cortes, perfurações e deformações causadas pelo terreno rochoso e irregular do planeta.
O veículo pousou em agosto de 2012 na cratera Gale, com a missão de investigar a habitabilidade passada de Marte. Desde então, percorreu dezenas de quilômetros, e as condições adversas do ambiente marciano — rochas afiadas, superfícies irregulares e encostas íngremes — submeteram as rodas a um teste de resistência extremo.
Danos documentados ao Curiosity
As fotografias recentes mostram furos visíveis e pedaços do metal rasgados, resultado direto do atrito constante contra o solo. A documentação desse desgaste não é apenas um registro fotográfico; ela oferece dados valiosos sobre a durabilidade de componentes mecânicos em missões de longa duração. Cada marca nas rodas é uma lição para os engenheiros sobre como o ambiente marciano age sobre os materiais.
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A NASA já monitora a deterioração das rodas há anos, utilizando as observações para aprimorar o design de veículos espaciais subsequentes. A experiência acumulada com o Curiosity está sendo aplicada diretamente no desenvolvimento de rovers mais avançados, com melhorias nos materiais, na geometria das rodas e nos sistemas de suspensão.
Missão longeva do rover
Apesar dos danos visíveis, o Curiosity continua plenamente operacional. A capacidade do rover de manter suas funções científicas mesmo com as rodas comprometidas demonstra a robustez do projeto original. A missão, planejada inicialmente para durar dois anos, já se estendeu por mais de seis, e o veículo segue coletando amostras, perfurando rochas e enviando dados para a Terra.
As lições aprendidas com o desgaste das rodas do Curiosity são fundamentais para futuras missões, incluindo o rover Perseverance (que já incorporou melhorias) e os veículos que um dia levarão humanos à superfície marciana. Em Marte, cada quilômetro percorrido cobra seu preço — e o Curiosity tem pago cada centímetro com sua própria estrutura.
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