O Google Chrome tem instalado o modelo de inteligência artificial (IA) Gemini Nano em computadores de usuários sem pedir autorização de maneira explícita. Ele ocupa cerca de 4 GB de armazenamento e é ativado automaticamente em versões recentes do navegador.
A instalação, que atinge dispositivos com a versão 147 do Chrome, foi detalhada pelo cientista da computação e advogado sueco Alexander Hanff em postagem no seu blog That Privacy Guy.
De resumos a detecção de golpes: para que serve o modelo de IA instalado compulsoriamente pelo Google
Segundo o Google, o Gemini Nano é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local.
O modelo de IA generativa é voltado para funções integradas ao navegador, como detecção de golpes, resumos de páginas da web e organização de abas.
A tecnologia também permite que o Chrome ofereça assistência para a escrita e reformulação de textos diretamente no computador do usuário.
Segundo Hanff, o download do arquivo ocorre quando as funções de IA estão ativas nas configurações. Como esses recursos estão ligados por padrão nas atualizações mais recentes do software, computadores compatíveis recebem a IA de forma automática durante o uso.
“Oferecemos o Gemini Nano para o Chrome desde 2024 como um modelo leve de processamento no dispositivo (on-device). Ele viabiliza recursos de segurança essenciais, como detecção de golpes e APIs para desenvolvedores, sem o envio de dados para a nuvem”, afirmou o Google em nota, segundo o G1.
A empresa acrescentou que o modelo é desinstalado automaticamente caso o computador apresente escassez de recursos de hardware.
Desde fevereiro de 2026, o navegador disponibiliza uma opção para interromper o funcionamento do modelo. O usuário pode desativar a função “IA do dispositivo” no menu “Sistema” dentro das configurações do Chrome para remover o Gemini Nano e impedir novos downloads ou atualizações.
O post Chrome instala IA de 4 GB sem avisar (explicitamente), mas tem como impedir apareceu primeiro em Olhar Digital.





