Explosão solar deve atingir a Terra esta semana – o que pode acontecer

Uma explosão solar registrada neste domingo (10) lançou uma enorme nuvem de partículas carregadas pelo espaço – e parte desse material poderá atingir a Terra “de raspão” nos próximos dias. 

Caso isso se confirme, o fenômeno pode provocar pequenas tempestades geomagnéticas e aumentar as chances de auroras boreais em regiões mais ao norte do planeta, segundo órgãos internacionais de monitoramento espacial.

Tenemos una CME espectacular. 😮😬🤨
No dirigida a La Tierra.
SOHO LASCO C2 pic.twitter.com/3kchH6ZtDg

— Jorge Álvarez (@jorel698) May 10, 2026

De acordo com a plataforma de climatologia e meteorologia espacial Spaceweather.com, a erupção ocorreu às 10h39, no horário de Brasília, no agrupamento de manchas solares AR4436, localizado na borda nordeste do Sol – região que está se voltando para a direção da Terra conforme o astro gira. 

O evento foi classificado como M5.7, categoria considerada moderada dentro da escala usada pelos cientistas para medir a intensidade das explosões solares. Esse tipo de atividade libera grandes quantidades de energia e pode afetar sistemas tecnológicos no planeta.

Explosão solar deve provocar tempestade geomagnética fraca na Terra

Além da radiação emitida pela explosão, o Sol também lançou uma ejeção de massa coronal (CME). O fenômeno acontece quando enormes quantidades de plasma e campo magnético são expulsas da atmosfera solar em alta velocidade. Embora a maior parte do material deva passar ao lado da Terra, uma parcela da nuvem ainda poderá atingir o planeta de raspão entre quarta (13) e quinta-feira (14).

Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e o Serviço Meteorológico do Reino Unido, esse impacto indireto pode gerar uma tempestade geomagnética de nível G1, considerada fraca. Mesmo assim, a interação entre as partículas solares e o campo magnético terrestre pode intensificar auroras boreais em áreas de altas latitudes, como Canadá, norte dos EUA e partes do Reino Unido.

Erupção solar M5.7 ocorrida no domingo, 10 de maio de 2026 – Crédito: SDO/AIA/NASA

As erupções solares são divididas em classes que vão de A até X, segundo a NASA. Cada nível representa um aumento de dez vezes na quantidade de energia liberada. As explosões da classe X são as mais intensas e potencialmente perigosas. Já uma erupção M5.7, como a registrada neste domingo, embora seja considerada moderada, tem força o suficiente para causar falhas temporárias em sinais de rádio.

The model of the CME associated with the M5.7 solar flare has been modeled and appears to be a miss, with a very slight possibility of seeing the “Shock”….. https://t.co/RqdraNkywy pic.twitter.com/ILUo8agdva

— Harlan Thomas (@theauroraguy) May 10, 2026

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Evento causou apagão de rádio quase instantâneo no planeta

De acordo com a NOAA, a explosão provocou um apagão de rádio sobre partes do Oceano Atlântico minutos após o evento. Isso acontece porque a radiação ultravioleta e os raios X emitidos pelo Sol alteram temporariamente a camada superior da atmosfera terrestre. O efeito pode prejudicar comunicações de alta frequência usadas por aviões, navios e radioamadores.

O episódio também chamou atenção por ocorrer quase exatamente dois anos após uma das maiores tempestades solares das últimas décadas. Em maio de 2024, a Terra enfrentou uma tempestade geomagnética extrema de nível G5, a mais intensa desde 2003. Na época, auroras boreais foram vistas em regiões incomuns, até o Sul do México.

Especialistas garantem que a atividade atual está muito longe de alcançar a intensidade daquele evento histórico. Ainda assim, o monitoramento segue constante, já que as regiões AR4436 e AR4432 continuam ativas e podem produzir novas erupções solares fortes nos próximos dias.

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