A produtividade do trabalho nos Estados Unidos voltou a desacelerar no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados neste mês pelo Departamento do Trabalho do país.
O índice avançou apenas 0,8% em ritmo anualizado (projeção que estima como seria o crescimento caso o desempenho do trimestre se repetisse ao longo de todo o ano) entre janeiro e março, abaixo das expectativas do mercado e distante dos resultados registrados no fim de 2025.
A desaceleração ocorre em meio a um cenário econômico mais lento. Analistas avaliam que os investimentos em inteligência artificial podem impulsionar novamente a eficiência das empresas americanas nos próximos meses. A informação foi divulgada pela Reuteurs.
Para quem tem pressa:
Produtividade do trabalho nos EUA cresceu apenas 0,8% no 1º trimestre de 2026, abaixo das expectativas do mercado;
Dados do Departamento do Trabalho mostram que a desaceleração ocorreu após crescimento moderado da produção e aumento das horas trabalhadas;
Analistas acreditam que investimentos bilionários em inteligência artificial podem elevar novamente a eficiência das empresas americanas nos próximos anos.
Apesar do baixo crescimento, a produtividade ainda é alta
A divulgação analisou o indicador que mede quanto as empresas conseguem produzir por hora trabalhada. Esse é considerado um dos principais termômetros da eficiência econômica dos Estados Unidos. Embora o resultado tenha vindo abaixo do esperado no trimestre, a produtividade ainda segue em alta na comparação anual.
Segundo o relatório do Departamento de Estatísticas do Trabalho, a desaceleração foi influenciada pelo avanço mais moderado da produção das empresas no começo de 2026. A produção do setor empresarial não agrícola cresceu 1,5% em ritmo anualizado, enquanto o total de horas trabalhadas avançou 0,7%.
Na prática, isso significa que o crescimento da atividade econômica ocorreu em ritmo mais próximo ao aumento das horas de trabalho, reduzindo o ganho de produtividade por trabalhador no período.
Os dados também mostraram aceleração do chamado custo unitário do trabalho, indicador que mede o quanto as empresas gastam em mão de obra para produzir cada unidade de produto. O avanço acima das projeções do mercado reforçou preocupações sobre possíveis pressões inflacionárias na economia americana.
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Com a busca por novas alternativas, parte dos analistas segue otimista com a possibilidade de recuperação da produtividade nos próximos anos, especialmente com o avanço da inteligência artificial generativa e de ferramentas de automação.
Empresas de tecnologia, bancos e companhias de serviços vêm ampliando investimentos em IA desde 2024, em uma tentativa de automatizar tarefas administrativas, acelerar processos internos e aumentar a eficiência operacional.
Segundo análises divulgadas pela Reuters, as empresas Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft devem investir, juntas, entre US$ 650 bilhões e US$ 700 bilhões em infraestrutura de IA ao longo de 2026, incluindo datacenters, chips e serviços de computação em nuvem.
Para especialistas, os impactos mais relevantes dessas tecnologias ainda devem aparecer gradualmente nos próximos trimestres.
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