Como era o avião Solar Impulse, que já deu a volta ao mundo e caiu no Golfo do México

Em 2016, o Solar Impulse entrou para a história ao completar a primeira volta ao mundo usando apenas energia solar. De acordo com a empresa Skydweller Aero, neste mês uma versão modificada do avião solar caiu no Golfo do México durante uma missão.

A companhia informou que a aeronave decolou de Stennis, no estado americano do Mississippi, em 26 de abril, mas acabou caindo no mar em 4 de maio. O modelo operava de forma autônoma (sem tripulação) no momento do acidente e ninguém ficou ferido.

De acordo com informações preliminares divulgadas pela empresa, o Solar Impulse 2 (como foi batizada a versão modificada) sofreu uma perda de energia elétrica devido a condições climáticas severas no oceano. Antes do incidente, o voo durou oito dias e 14 minutos, estabelecendo um recorde operacional para a versão adaptada da aeronave.

A missão fazia parte de exercícios relacionados à Marinha dos Estados Unidos. As causas do acidente estão sob investigação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB).

Solar Impulse 1, primeira versão do avião, fez seu primeiro voo internacional em 13 de maio de 2011, aterrissando no Aeroporto de Bruxelas – Imagem: Brussels Airport – solarimpulse__DSC8994/Wikimedia Commons

Como é o avião Solar Impulse 2

O Solar Impulse foi originalmente desenvolvido pelos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg. Ele ganhou notoriedade mundial em 2016, quando percorreu cerca de 43 mil quilômetros sem utilizar combustível fóssil.

O projeto marcou a primeira circunavegação da Terra realizada por um avião de asa fixa movido exclusivamente a energia solar.

Três anos depois, em 2019, a aeronave foi adquirida pela Skydweller Aero. A empresa modificou o modelo original para transformá-lo em uma plataforma autônoma voltada para missões de longa duração, incluindo monitoramento marítimo, telecomunicações e operações de vigilância.

Entre as mudanças promovidas, estão o aumento do número de células solares localizadas no teto e asas do avião (de 12 mil para quase 18 mil), e o aumento da envergadura (de 63,4 metros para 72 metros). O peso total da aeronave não passa de 2,5 toneladas.

Após a repercussão do caso, a empresa destacou que o Solar Impulse 2 passou por mudanças significativas desde o projeto original dos criadores suíços. Entre as mudanças, estão o aumento do número de células solares localizadas no teto e asas do avião (de 12 mil para quase 18 mil), e o aumento da envergadura (de 63,4 metros para 72 metros).

A Skydweller ainda afirmou que o teste demonstrou a viabilidade de operações solares prolongadas em ambiente militar.

Os criadores do Solar Impulse original lamentaram a perda da aeronave. Em declaração reproduzida pela revista Popular Science, Piccard e Borschberg disseram estar “tristes com a perda de um importante símbolo tecnológico”.

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