Manter os exames em dia é um ato de amor-próprio, mas sabemos que a rotina nem sempre ajuda. Recentemente, um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) trouxe um dado que merece nossa atenção: as cirurgias realizadas pelo SUS envolvendo os ovários cresceram 46,3% entre 2020 e 2024. Esse aumento expressivo, que saltou de 22,6 mil para 33,1 mil procedimentos, reflete a retomada dos cuidados após o período crítico da pandemia, quando muitas mulheres adiaram suas consultas e exames preventivos.
Conforme explica o cirurgião oncológico Juliano Rodrigues da Cunha, diretor da SBCO, esse movimento é um reflexo direto do “represamento” de pacientes. Com efeito, o diagnóstico precoce e o tratamento especializado tornaram-se ainda mais urgentes agora. No contexto do Maio Azul, mês de conscientização sobre o câncer de ovário, entender essa alta é fundamental para que nenhuma mulher negligencie sintomas persistentes por medo ou falta de informação.
A importância do diagnóstico precoce do câncer de ovário
O grande desafio dessa doença é que ela costuma ser silenciosa. Por isso, o diagnóstico precoce do câncer de ovário é a ferramenta mais poderosa que temos. Quando o tumor é descoberto ainda restrito ao órgão, as chances de cura chegam a surpreendentes 91,9%. No entanto, como os sintomas se confundem com desconfortos comuns, muitas mulheres acabam adiando a ida ao médico.
Certamente, o acesso rápido ao ginecologista e aos exames de imagem faz toda a diferença. Para que o diagnóstico precoce do câncer de ovário ocorra, é preciso que o sistema de saúde e a paciente estejam em sintonia. Além disso, o tratamento em centros especializados garante que a jornada da paciente seja mais segura e eficaz, aumentando significativamente a sobrevida e a qualidade de vida.
O grande desafio dessa doença é que ela costuma ser silenciosa – Canva Equipes/Alena Shekhovtsova de Canva Creative Studio
Sinais de alerta e a prevenção do câncer de ovário
Você conhece bem o seu corpo? Muitas vezes, a prevenção do câncer de ovário começa com a percepção de mudanças sutis. Sintomas como distensão abdominal persistente, dor pélvica, alterações no intestino ou aquela sensação de empachamento frequente não devem ser ignorados. Embora pareçam problemas digestivos bobos, se eles persistirem, o acompanhamento médico torna-se indispensável para descartar qualquer risco.
Atualmente, as estimativas do INCA apontam para mais de 8 mil novos casos da doença em 2026. Portanto, investir na prevenção do câncer de ovário significa ouvir os sinais do organismo e não faltar ao check-up anual. Segundo informações detalhadas pelo portal Ministério da Saúde, o autocuidado e a investigação de sintomas inespecíficos são os pilares para reduzir as estatísticas de mortalidade e garantir um futuro mais saudável para todas nós.
Resumo: Após uma queda drástica na pandemia, o número de cirurgias de ovário no SUS subiu 46%, atingindo recorde em 2024. O aumento reforça a importância do Maio Azul e do diagnóstico precoce, já que os sintomas do câncer de ovário são sutis e frequentemente confundidos com problemas digestivos.
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