Guam: ilha a 9 mil km da Califórnia é “pedacinho dos EUA” na Ásia

Nenhum pedaço de terra vinculado aos Estados Unidos é mais remoto do que a paradisíaca ilha de Guam, uma histórica base militar no meio do Oceano Pacífico, que também se tornou um território extremamente “americanizado” apesar da enorme distância para qualquer outra parte do país. Mais de 9 mil quilômetros separam Guam da Califórnia, a área mais “próxima” dos Estados Unidos continentais.

A ilha é tão superlativa em seu isolamento que também é conhecida por sua extrema diferença de fuso horário para o resto do país: quando são 7 da manhã em Guam, ainda são 17 horas do dia anterior em Nova York, e 14 horas da véspera em Los Angeles. Essa peculiaridade rendeu ao pequeno território de menos de 170 mil habitantes a alcunha de “local onde o dia nasce na América”.

Conheça mais sobre as peculiaridades de Guam – e o que dá para fazer por lá em uma visita inusitada.

Como Guam virou território estadunidense

Originalmente, a primeira força estrangeira a dominar os povos nativos de Guam – conhecidos como Chamorro – foi a Espanha, que estabeleceu um entreposto colonial por lá entre os séculos 16 e 19. Mesmo para os ibéricos, a ilha era bem isolada em relação a outras possessões dessa parte do mapa: o local mais próximo sob influência direta de Madri eram as Filipinas, a cerca de 2,4 mil quilômetros de distância.

Foi só em 1898 que o local acabou transferido à força para os Estados Unidos, como uma das várias consequências da Guerra Hispano-Americana: esse conflito marcou o fim definitivo da presença espanhola nas Américas, expulsando os europeus de Cuba e Porto Rico, e também respingou sobre áreas do Pacífico que ainda viviam em condição de colônia. As Filipinas declarariam sua independência no mesmo ano, enquanto Guam foi entregue aos norte-americanos como parte dos tratados de paz.

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Caças americanos, australianos e japoneses voam em formação sobre Guam: rotina militar é central na vida na ilha, com bases das Forças Armadas ocupando um terço do territórioU.S. Air Force/Reprodução

A ilha não atraiu os Estados Unidos por suas belezas ou recursos naturais, mas por sua posição estratégica: garantia um local propício para estabelecer uma base militar com acesso facilitado à Ásia, expandindo ainda mais a influência do país que entrava no século 20 como a nova superpotência global. Essa importância ficou consolidada na Segunda Guerra Mundial, quando o Japão tentou se proteger de contra-ataques estadunidenses ocupando Guam entre 1941 e 1944 – um esforço que, no fim das contas, não seria suficiente para impedir o triunfo americano.

Hoje, Guam continua sendo majoritariamente administrada com um foco militar. Os dois motores da economia da ilha são os próprios investimentos das Forças Armadas e o turismo de pessoas que vêm dos Estados Unidos continental. As estimativas mais recentes indicam que até 15% da população da ilha é composta por militares estacionados na base local e seus familiares. Um terço do território pertence a bases militares.

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Atrações da ilha

A grande fama de Guam é sua semelhança fiel a uma cidade comum dos Estados Unidos, mesmo estando do outro lado do mundo. Apelidada por vezes de “América da Ásia”, a ilha tem todas as características esperadas de um pedaço de terra localizado nos EUA: inglês como primeira língua (junto com o chamorro), dólar usado nas transações cotidianas, redes de fast food espalhadas pelas áreas urbanas, escolas com currículos e esportes tipicamente norte-americanos e até agências de correios.

Two Lovers Point: falésia é o cartão-postal mais conhecido de GuamDaniel Ramirez/Wikimedia Commons

Fora isso, a força do turismo em Guam está nas belezas naturais típicas de uma ilha do Pacífico. Um dos pontos mais famosos é a Two Lovers Point, uma falésia de 110 metros de altura que se ergue diante do mar na região noroeste das ilhas. O local também é chamado de Puntan Dos Amåntes na língua chamorro, o idioma nativo que herdou referências da colonização espanhola.

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Praias, é claro, são outro ponto forte da ilha. Devido à proeminência da Two Lovers Point como atração para quem visita esse pequeno território, a faixa litorânea mais famosa de Guam é aquela que fica ao seu lado: a Tumon Bay, conhecida pelas águas claras e corais que atraem praticantes do snorkel.

Águas cristalinas da Tumon Bay são deleite de mergulhadores e snorkelistasRyan Yoo/Unsplash

Apreciadores da história têm um prato cheio no War In The Pacific National Historical Park, um parque nacional que entrega exatamente o que o nome indica: uma série de elementos que remetem ao período da Segunda Guerra Mundial e seus impactos sobre Guam, incluindo ruínas de fortificações militares, monumentos e informações sobre batalhas travadas pelo controle da ilha e do Pacífico – tudo em um ambiente de natureza preservada, que permite atividades ao ar livre diante do mar, com destaque para as trilhas.

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