Um estudo baseado no projeto Black Marble, da NASA, indica que a iluminação artificial da Terra aumentou de forma significativa entre 2014 e 2022, com crescimento global estimado em 34%. Os dados mostram, porém, que esse avanço não ocorreu de maneira uniforme, já que diferentes regiões do planeta passaram por processos simultâneos de intensificação e redução da luz noturna.
O artigo científico tem como autor principal Tian Li, foi publicado na revista científica Nature e você pode conferi-lo online clicando aqui.
A pesquisa reúne observações feitas por sensores orbitais capazes de registrar o brilho emitido pela atividade humana após o pôr do sol. O conjunto de medições revela um cenário dinâmico, em que áreas próximas podem apresentar tendências opostas ao longo do mesmo período.
De acordo com a análise, essa variação está relacionada a fatores como expansão urbana, eletrificação, mudanças econômicas, adoção de tecnologias mais eficientes de iluminação e impactos de conflitos ou crises em diferentes países.
Para quem tem pressa:
O planeta ficou 34% mais brilhante à noite entre 2014 e 2022, segundo dados de satélite, mas com contrastes fortes entre regiões;
A variação ocorre por fatores como urbanização, eficiência energética, políticas públicas e impactos de guerras e crises econômicas;
O mapa global mostra que áreas vizinhas podem ter evoluções opostas, com aumento e queda de luminosidade ao mesmo tempo.
Mudanças no mapa noturno do planeta
Os dados utilizados fazem parte do sistema de observação do Black Marble, que processa imagens captadas por satélites equipados com sensores voltados ao registro de luz noturna. Esse conjunto permite acompanhar, com alta frequência, a evolução da presença humana visível do espaço.
A leitura dessas imagens evidencia que o aumento global do brilho não se traduz em um padrão homogêneo. Em diversas regiões, áreas vizinhas exibem comportamentos distintos, com crescimento da luminosidade em alguns pontos e diminuição em outros.
Segundo a interpretação dos pesquisadores, parte desse fenômeno se explica pela substituição de sistemas tradicionais de iluminação por tecnologias mais eficientes, o que reduz o consumo energético e altera o nível de brilho detectado.
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Ao mesmo tempo, regiões em expansão econômica e com ampliação de infraestrutura elétrica tendem a registrar maior intensidade luminosa, especialmente em países da Ásia e da África.
Já as áreas afetadas por instabilidade política, crises econômicas ou conflitos armados apresentam tendência de redução significativa da emissão de luz durante o período noturno.
Neste link estão os arquivos oficiais da NASA, onde é possível verificar a Terra iluminada à noite em 360 graus.
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