FAA exige que SpaceX abra investigação sobre falha no propulsor do Starship V3

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) determinou que a SpaceX investigue a falha ocorrida durante o 12º voo de teste do foguete Starship. O lançamento aconteceu em 22 de maio e terminou com problemas no propulsor Super Heavy pouco depois da separação dos estágios.

Com a decisão da FAA, a SpaceX deverá suspender novos testes do Starship até concluir a apuração do incidente. Depois disso, a empresa ainda precisará apresentar os resultados às autoridades norte-americanas, que vão analisar o relatório antes de liberar novos voos.

Em comunicado oficial, a FAA informou que o incidente ocorreu durante o retorno do propulsor Super Heavy ao Golfo do México. Segundo a agência, não houve feridos nem danos materiais em áreas públicas. De acordo com o TechCrunch, o órgão também afirmou que acompanhará todas as etapas da investigação conduzida pela SpaceX.

Starship V3 decolando pela primeira vez durante o 12º voo de teste do sistema – Crédito: SpaceX

Nova versão do Starship estava voando pela primeira vez

O problema aconteceu poucos minutos após a decolagem. Esse foi o primeiro voo da versão mais recente do sistema Starship, chamada de “V3”. O foguete conseguiu ultrapassar a fase de pressão máxima da subida e chegou ao espaço antes da separação entre a nave principal e o propulsor.

Após se desprender da nave, o Super Heavy deveria realizar uma sequência de manobras para retornar de forma controlada ao sul do Texas. Porém, logo depois da separação, houve uma aparente falha em um ou mais motores durante a queima necessária para desacelerar o veículo.

Separação dos estágios do megafoguete Starship durante o 12º voo de teste, realizado em 22 de maio de 2026 – Crédito: SpaceX

Sem controle adequado, o propulsor perdeu estabilidade e caiu em direção ao Golfo do México. A expectativa é de que o foguete tenha explodido ao atingir a água, embora a empresa ainda não tenha divulgado detalhes completos sobre o ocorrido.

A nova versão do Starship recebeu diversas mudanças em relação aos testes anteriores. A SpaceX fez ajustes estruturais no propulsor, instalou motores Raptor de terceira geração e também promoveu melhorias gerais na espaçonave. O objetivo era aumentar a confiabilidade do sistema após uma sequência de voos com falhas parciais ou totais.

A missão também teve problemas na nave Starship. Após a separação do propulsor, um dos seis motores Raptor do estágio superior deixou de funcionar. Isso levou a empresa a cancelar uma das metas previstas para o teste: realizar uma nova queima de motores ainda em órbita.

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SpaceX tem planos ambiciosos para o megafoguete

A estratégia da SpaceX durante o desenvolvimento do Starship é realizar testes frequentes, mesmo sabendo que falhas podem acontecer. A empresa aposta nesse método para acelerar o aperfeiçoamento do foguete, assim como ocorreu anteriormente com o foguete Falcon 9.

O complexo veicular Starship é considerado peça central nos planos futuros da companhia. A SpaceX pretende usar o veículo para transportar grandes cargas ao espaço e reduzir os custos das missões graças à reutilização dos foguetes. Além disso, a empresa depende do sucesso do projeto para expandir o serviço de internet via satélite Starlink, atualmente sua principal fonte de receita.

A FAA já ordenou outras investigações envolvendo testes do Starship nos últimos anos. A agência também acompanha o desenvolvimento de veículos de empresas concorrentes, como a Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, que atualmente trabalha no superfoguete New Glenn. Na semana passada, a FAA autorizou o veículo a voltar a voar, e a expectativa é que uma nova tentativa de lançamento aconteça já no próximo mês.

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