iFood inicia entregas por drone em São Paulo

O iFood iniciou neste domingo (1º) uma operação de entregas por drone em Barueri, na Grande São Paulo. A nova modalidade conecta o shopping Iguatemi Alphaville a condomínios residenciais da região e passa a integrar a estratégia logística da empresa ao lado da robô autônoma ADA e dos entregadores parceiros. Segundo o iFood, a iniciativa busca reduzir o tempo de entrega em uma área que apresenta dificuldades de acesso para o delivery tradicional.

De acordo com a empresa, a operação foi estruturada para atender uma demanda específica da região. O iFood afirma que quase 50% dos pedidos destinados a determinados condomínios de Barueri eram recusados por entregadores devido ao tempo de espera nas portarias e à complexidade do acesso. Com o novo modelo, a companhia pretende ampliar a cobertura dos restaurantes e aumentar a eficiência logística.

Como funciona a operação?

A entrega segue um modelo multimodal. O pedido é retirado nos restaurantes do shopping Iguatemi Alphaville por um mensageiro ou pela robô ADA. Em seguida, a encomenda é encaminhada para o drone, responsável pelo trecho aéreo da operação.

A robô ADA também pode participar do processo de entrega – Imagem: Divulgação/iFood

Segundo o iFood, a aeronave percorre uma distância de 3,6 quilômetros em aproximadamente cinco minutos. Após o pouso em um droneport instalado no condomínio, um entregador parceiro realiza a etapa final até a residência do consumidor.

A operação funciona diariamente, das 10h30 às 22h30.

Em nota, Mariana Werneck, diretora sênior de Logística do iFood, afirmou que a proposta é utilizar a tecnologia como complemento da operação já existente.

“O drone amplia as possibilidades de rotas e melhora a produtividade da operação, especialmente em áreas complexas de acesso”, afirmou a executiva.

Redução no tempo de deslocamento

Segundo dados divulgados pela empresa, o uso do drone diminui significativamente o tempo necessário para percorrer trajetos considerados complexos para o delivery convencional.

Enquanto uma entrega terrestre na região pode levar até uma hora, o trecho aéreo realizado pelo drone é concluído em cerca de cinco minutos. O iFood afirma que a tecnologia ajuda a superar obstáculos como trânsito, processos de identificação em condomínios e longos períodos de espera em portarias.

A empresa também diz que a solução pode aumentar a produtividade dos entregadores, que permanecem responsáveis pela chamada última milha, etapa final da entrega ao consumidor.

Drone foi desenvolvido por empresa brasileira

O equipamento utilizado na operação foi desenvolvido pela Speedbird Aero. Segundo o iFood, o drone tem capacidade para transportar cargas de até 5 kg e é monitorado em tempo real por um centro operacional localizado em Franca (SP).

Drone utilizado pelo iFood em operação de delivery aéreo transporta encomenda durante voo em região urbana de São Paulo – Imagem: Divulgação/iFood

Entre as características informadas pela empresa estão velocidade de até 50 km/h, altitude operacional de até 60 metros, resistência a ventos de até 55 km/h e capacidade de operar sob chuva leve de até 5 mm/h.

O drone também conta com GPS integrado, paraquedas de emergência e sistemas de monitoramento remoto. A operação possui autorizações da ANAC e do DECEA.

Segundo o iFood, a rota em Barueri representa a primeira operação de delivery autorizada a sobrevoar áreas residenciais densamente povoadas no Brasil.

Histórico das entregas aéreas

O projeto de entregas por drone do iFood teve início em 2019, em parceria com a Speedbird Aero. Em 2022, a empresa recebeu autorização da ANAC para operar drones no país.

De acordo com o iFood, uma mudança regulatória ocorrida em 2025 permitiu operações permanentes sobre áreas com circulação de pessoas, criando as condições para a expansão da tecnologia em regiões urbanas mais densas.

Antes da operação em Barueri, a companhia já utilizava drones em uma rota entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, em Sergipe. Segundo a empresa, mais de 5 mil pedidos já foram realizados na operação nordestina.

O iFood afirma ainda que não há cobrança adicional para o consumidor quando a entrega é realizada por drone e que as câmeras embarcadas são utilizadas exclusivamente para navegação e segurança operacional.

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