Uma vacina universal contra o coronavírus desenvolvida por inteligência artificial concluiu seus primeiros testes em humanos. O estudo, publicado no Journal of Infection, avaliou a segurança do imunizante em 39 voluntários saudáveis com idades entre 18 e 50 anos.
Ao contrário das vacinas tradicionais, a tecnologia dispensa agulhas e utiliza um sistema de injeção por jato de microfluido, informou o IFLScience.
Superantígeno contra variantes
Os cientistas utilizaram aprendizado de máquina para mapear dados genéticos de diversos sarbecovírus pelo mundo.
Com isso, a IA projetou um superantígeno capaz de mirar partes do vírus que sofrem menos mutações ao longo do tempo.
O objetivo é conferir proteção contra o SARS-CoV-2 original, suas variantes e futuros coronavírus que ainda possam surgir.
Resultados e limitações nos testes
Segundo o investigador-chefe do ensaio, Saul Faust, a abordagem permite escapar do ciclo constante de atualização das vacinas atuais.
Os dados finais mostraram que a vacina foi bem tolerada pelos participantes e apresentou poucos efeitos colaterais relatados.
No entanto, a resposta imunológica em humanos foi mista, divergindo de testes anteriores que demonstraram alto potencial em animais.
Próximos passos da plataforma
Os autores explicaram que o estudo ocorreu durante a pandemia, com voluntários que já possuíam históricos variados de infecção e vacinação.
Além disso, imunizantes baseados em DNA costumam gerar respostas biológicas mais fracas em comparação com as vacinas de RNA mensageiro.
Apesar das ressalvas, os pesquisadores afirmam que os resultados validam o conceito e orientam a otimização da plataforma para os próximos ensaios.
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