Como é a visita ao Memorial da Loucura, no Rio de Janeiro

Criado para preservar e apresentar a história da psiquiatria no Brasil, o Memorial da Loucura é um dos espaços oferecidos pelo Instituto Municipal Nise da Silveira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Localizado no coração do bairro Engenho de Dentro, o espaço ocupa os prédios onde antes funcionava o histórico Centro Psiquiátrico Pedro II, um dos mais antigos e conhecidos hospitais psiquiátricos da América Latina.

Fundado em 1911, o local acompanhou as inúmeras transformações nas práticas de tratamento de pacientes psiquiátricos. Em 1999, tornou-se o que hoje é o Instituto Municipal Nise da Silveira. A visita ao Memorial da Loucura, assim como aos demais espaços do instituto, é totalmente gratuita, com funcionamento de terça-feira a sábado, das 9h às 16h.

Conheça mais sobre o museu.

A história da loucura

Inaugurado em dezembro de 2021, o Memorial da Loucura reúne objetos, documentos históricos, registros médicos e equipamentos sob a guarda da instituição.

Cada peça que compõe seu acervo demarca capítulos relevantes da história da psiquiatria e dos saberes médicos e psicológicos no Brasil, representando um importante passo para o registro, a produção e a preservação da memória dessa instituição centenária.

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Além disso, seu acervo bibliográfico, vasto e diverso, reúne arquivos e objetos raros, pertencentes a diferentes momentos históricos, permitindo reconstruir uma linha do tempo que vai desde o estabelecimento do centro psiquiátrico até seu desligamento como espaço de internação.

Museu de Imagens do Inconsciente

Outro grande destaque é o Museu de Imagens do Inconsciente, que abriga um acervo de mais de 400 mil obras (como pinturas, desenhos e esculturas) produzidas por pacientes do hospital. Entre elas, encontram-se, por exemplo, as famosas telas pintadas por Carlos Pertuis, paciente que tornou-se conhecido por protagonizar o documentário Imagens do Inconsciente, de 1987, dirigido por Leon Hirszman.

As obras resultam das intervenções da doutora Nise da Silveira, que dá nome ao instituto. A psiquiatra revolucionou o tratamento em saúde mental no Brasil e no mundo ao introduzir a arte e o ato criativo como meios terapêuticos. O local ainda promove uma série de atividades culturais abertas ao público, como encontros musicais, oficinas terapêuticas e projetos de geração de renda.

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