“Não identificamos pessoa viva”: por que aplicativo do gov.br dá esse erro?

Usuários do sistema federal gov.br têm relatado dificuldades ao realizar a autenticação por reconhecimento facial exigida em etapas de acesso a serviços digitais. O problema aparece principalmente quando o sistema retorna com mensagens de falha durante a verificação de identidade, alegando que “não identificamos uma pessoa viva” na frente da câmera.

Segundo relatos reunidos em publicações recentes, a situação ocorre durante o uso do aplicativo em processos que podem envolver atualização de cadastro, entrada em dispositivos novos ou acesso a serviços mais sensíveis. O período das queixas coincide com tentativas de reforço de segurança na plataforma.

O mecanismo utiliza comparação facial com bases oficiais e inclui checagem de “liveness”, tecnologia que busca confirmar se há uma pessoa real diante da câmera, com apoio de dados da Carteira Nacional de Identidade, CNH e sistemas civis. O objetivo, de acordo com a administração pública, é reduzir fraudes digitais.

Fui fazer um reconhecimento facial no gov e apareceu esse erro aqui

Pqp, gov, eu sei que tô meio acabado, mas não precisava esculachar 🤡 pic.twitter.com/XWv2rAnf3s

— Matheus (@mtlvrg) June 10, 2026

O que está por trás do erro no gov.br?

Gov.br – Imagem: Sidney de Almeida/Shutterstock

O sistema de autenticação facial do gov.br integra uma camada de segurança voltada a impedir fraudes em acessos a serviços públicos digitais. Ele cruza a imagem capturada no momento do uso com registros oficiais armazenados em bases como documentos de identidade e habilitação.

Além da comparação facial, a tecnologia aplica o chamado teste de “liveness”, que verifica sinais de presença humana em tempo real. Esse procedimento pode exigir movimentos como piscar ou ajustar o rosto diante da câmera.

Durante esse processo, usuários relataram o aparecimento de mensagens indicando falha na identificação de uma pessoa viva. A interpretação técnica apresentada no material analisado associa essas ocorrências a limitações do sistema, que pode gerar falsos negativos em determinadas condições.

Entre os fatores que influenciam o desempenho, estão iluminação inadequada, enquadramento incorreto do rosto e limitações de dispositivos utilizados durante a autenticação.

Medidas adotadas e orientações do governo

Imagem: Karoline Albuquerque/Olhar Digital

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informa que trabalha na redução de falhas no reconhecimento facial do gov.br. Entre as ações citadas estão melhorias na orientação ao usuário por comando de voz e ajustes no processo de captura de imagem.

Outra medida inclui a possibilidade de uso da câmera traseira do celular, com o objetivo de melhorar a qualidade da verificação em aparelhos mais antigos. Também foi ampliado o número de tentativas em casos específicos, como para pessoas com limitações registradas na nova carteira de identidade.

As recomendações oficiais para reduzir erros incluem centralizar o rosto na imagem, evitar sombras e manter os olhos abertos durante a captura. Ambientes bem iluminados também são apontados como essenciais para o funcionamento adequado do sistema.

Alternativas para quem não consegue concluir a verificação

Quando o reconhecimento facial não é concluído com sucesso, o governo indica alternativas para acesso à plataforma. Uma delas é a emissão da Carteira Nacional de Identidade, que pode atualizar a base biométrica do usuário.

Outra opção é realizar o login por meio de instituições bancárias parceiras, o que pode resultar em uma credencial de nível intermediário dentro do sistema gov.br, permitindo acesso a parte dos serviços digitais disponíveis.

O post “Não identificamos pessoa viva”: por que aplicativo do gov.br dá esse erro? apareceu primeiro em Olhar Digital.