A Apple reajustou os preços de iPads, Macs e outros dispositivos nesta semana. A decisão vem depois da forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento usados em eletrônicos, puxada pela expansão acelerada da infraestrutura de inteligência artificial.
Segundo a empresa, o cenário da cadeia de suprimentos ficou mais pressionado nos últimos meses, o que acabou forçando ajustes em parte do portfólio, explica a Reuters. O impacto aparece principalmente em notebooks e tablets vendidos nos Estados Unidos e na Europa.
Pressão da IA eleva custo de componentes
O aumento está ligado à escalada dos preços da memória DRAM, presente em praticamente todos os dispositivos eletrônicos. Com a expansão dos data centers de IA, fabricantes de chips passaram a priorizar contratos de grande escala com empresas como a Nvidia. Na prática, isso reduz a disponibilidade para o mercado de consumo.
Dados da TrendForce mostram que a DRAM chegou a subir até 98% no primeiro trimestre de 2026. E o movimento não dá sinais de desaceleração. Analistas já tratam o fenômeno como “RAMageddon”, termo que acabou circulando com força no setor.
a demanda por infraestrutura de IA cresceu de forma acelerada
grandes contratos passaram a dominar a produção de memória
o mercado de consumo perdeu prioridade na cadeia de fornecimento
os preços da DRAM atingiram níveis históricos em 2026
o efeito chegou diretamente a PCs, notebooks e tablets
Reajustes atingem MacBooks, iPads e acessórios
Com os custos pressionando toda a cadeia, a Apple mexeu em várias linhas ao mesmo tempo — e sem muito alarde fora dos números. O MacBook Air com 512 GB passou de US$ 1.099 para US$ 1.299. O MacBook Pro de 1 TB foi de US$ 1.699 para US$ 1.999. Já o iPad Air de 128 GB subiu de US$ 599 para US$ 749.
O Mac de entrada também ficou mais caro, saindo de US$ 599 para US$ 699. Houve ainda ajustes no HomePod e na Apple TV. O iPhone, por enquanto, segue fora dessa rodada de aumentos.
Em comunicado, a Apple afirmou: “Nunca vimos um aumento tão grande e tão rápido no preço de componentes. Protegemos nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços”.
Tim Cook já havia indicado a tendência em uma conversa com analistas: “Esperamos custos de memória significativamente mais altos”.
Mercado sente pressão e próximos passos ficam abertos
O efeito não ficou restrito à Apple. Outras fabricantes também começaram a revisar estratégias de preço, ainda que com margens diferentes de negociação na cadeia de suprimentos.
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Ações de tecnologia derretem e abalam mercados no mundo todo
A Micron já fechou contratos bilionários para garantir fornecimento, enquanto o setor ajusta projeções de vendas. A IDC estima queda de até 14% no mercado de smartphones e mais de 11% no de PCs.
Nos bastidores, analistas observam que o próximo movimento pode envolver o iPhone, embora não haja confirmação. O mercado já trata essa possibilidade como um cenário em avaliação.
Por enquanto, o ambiente segue pressionado. A combinação entre demanda forte por IA e oferta limitada de memória mantém os preços elevados, e a normalização ainda não aparece no horizonte.
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