Pulseira inteligente ajuda a evitar emergências com idosos em meio ao calor extremo

Uma tecnologia de monitoramento está sendo usada em Roma para apoiar idosos durante a onda de calor que atinge a Europa. O sistema acompanha sinais vitais e permite acionar ajuda em situações de emergência, explica a Reuters.

Em Roma, o caso de uma senhora de 85 anos ajuda a ilustrar como esse tipo de recurso já entrou na rotina de quem vive sozinho e enfrenta temperaturas próximas de 40°C.

Calor extremo na Europa reforça uso de tecnologia para proteger idosos em situação de vulnerabilidade. – Imagem: OnickzArtworks/iStock

Um cuidado que virou parte da rotina

Ela participa de um programa da prefeitura de Roma que usa uma pulseira eletrônica para acompanhar sua saúde em tempo real. O dispositivo registra frequência cardíaca, padrões de sono e também detecta quedas.

A iniciativa atende cerca de 700 pessoas e faz parte de um programa de apoio financiado pela União Europeia, voltado ao cuidado de idosos no período pós-pandemia.

O sistema reúne diferentes funções que atuam de forma contínua no acompanhamento:

registro de sinais vitais ao longo do dia

detecção automática de quedas e movimentos bruscos

botão de emergência para acionar ajuda

envio de alertas para familiares e assistentes sociais

monitoramento remoto feito por equipes de saúde

Quando o calor muda o risco para idosos

Durante a onda de calor, o uso da tecnologia passou a ter ainda mais importância. As altas temperaturas afetam diretamente pessoas idosas, especialmente as que vivem sozinhas.

Eles sofrem mais porque o corpo não reage da mesma forma nessas condições de calor extremo.

Piera Pomente, psicóloga clínica, à Reuters.

Ela explica que o calor intenso pode provocar queda de pressão e alterações na frequência cardíaca, o que aumenta o risco de mal-estar.

Durante o calor intenso, pulseira inteligente ajuda a acompanhar frequência cardíaca e sono de idosos. – Imagem: VictorHuang/iStock

Entre segurança e desconfiança

Apesar de ser gratuito, o programa ainda enfrenta resistência. Parte dos idosos demonstra preocupação com privacidade e com a ideia de monitoramento constante.

De cerca de 70 participantes iniciais, aproximadamente 45 continuam no sistema, segundo a equipe responsável. A prefeitura, no entanto, pretende ampliar a adesão nos próximos meses.

A psicóloga reforça que o sistema não usa câmeras nem acompanha a vida doméstica, trabalhando apenas com dados básicos de saúde e movimento.

Programa da prefeitura de Roma usa tecnologia para reduzir riscos à saúde de idosos no verão europeu. – Imagem: Renata Hamuda – iStockPhoto

Apoio humano além dos sensores

Além da pulseira, o programa inclui ligações diárias feitas por assistentes sociais. Nessas conversas, eles verificam se a medicação está sendo tomada, conversam com os idosos e oferecem apoio emocional.

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Em alguns períodos do dia, especialmente à noite e nos fins de semana, familiares recebem notificações pelo aplicativo quando há alguma ocorrência.

Em casos já registrados pela equipe, o sistema ajudou a acionar socorro após quedas, agilizando o atendimento.

Mais do que tecnologia, a proposta é manter contato constante com quem vive sozinho e atravessa períodos de calor mais intenso na cidade.

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