O câncer de bexiga é responsável por mais de 11 mil novos casos por ano no Brasil e, mesmo assim, ainda é cercado por dúvidas. Muitas pessoas associam os primeiros sintomas apenas a uma infecção urinária e acabam demorando para procurar atendimento médico.
Durante o Julho Roxo, mês de conscientização sobre a doença, esclarecer os principais mitos é uma forma de incentivar o diagnóstico precoce e aumentar as chances de tratamento.
A seguir, confira o que é mito e o que é verdade sobre o câncer de bexiga, com base nas orientações de Luciana Buttros, oncologista do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS).
1. Sangue na urina é o único sintoma do câncer de bexiga?
Mito. A presença de sangue na urina é um dos sinais mais conhecidos da doença, mas não é o único.
Segundo a especialista, outros sintomas também merecem atenção, como dor ou ardor ao urinar, sensação de que a bexiga não esvaziou completamente e dores na região pélvica ou lombar. Quando esses sintomas persistem ou não melhoram após tratamentos simples, é importante investigar a causa.
2. Dor ao urinar sempre indica infecção urinária?
Mito. Embora a infecção urinária seja uma causa comum desse desconforto, ela não é a única.
No câncer de bexiga, os sintomas podem ser parecidos, mas costumam persistir ou voltar com frequência. Enquanto uma infecção geralmente melhora poucos dias após o início do tratamento adequado, sintomas recorrentes devem ser avaliados por um médico.
3. A aparência da urina pode indicar problemas na bexiga?
Verdade. Mudanças na cor, no cheiro ou no aspecto da urina podem sinalizar alterações no trato urinário.
Urina avermelhada, turva, com coágulos ou odor forte persistente pode estar relacionada a infecções, inflamações e até tumores, por isso merece investigação.
4. Mulheres têm menos risco e costumam receber o diagnóstico mais rapidamente?
Mito. O câncer de bexiga é mais frequente nos homens, mas também pode acometer mulheres.
Segundo Luciana Buttros, nelas o diagnóstico costuma, inclusive, demorar mais porque os sintomas frequentemente são atribuídos a infecções urinárias ou alterações hormonais.
5. Existe exame preventivo para toda a população?
Verdade, em partes. Atualmente, não existe um exame de rastreamento indicado para todas as pessoas, como acontece em alguns outros tipos de câncer.
Na maioria dos casos, a investigação é feita quando surgem sintomas ou quando a pessoa apresenta fatores de risco, como tabagismo, exposição frequente a substâncias químicas ou histórico familiar da doença.
Saiba mais sobre câncer de bexiga. Foto: Magnific
6. É normal sentir dor ao urinar durante vários dias?
Mito. Desconforto urinário persistente nunca deve ser considerado normal.
Se sintomas como dor ao urinar ou sangue na urina permanecerem por mais de uma semana, ou reaparecerem com frequência, a recomendação é procurar avaliação médica o quanto antes.
7. Existem exames que ajudam na detecção precoce?
Verdade. Exames simples, como o exame de urina tipo 1 e a ultrassonografia das vias urinárias, podem identificar alterações que indiquem a necessidade de investigação.
Quando há maior suspeita, a cistoscopia é considerada o exame mais indicado, pois permite visualizar diretamente o interior da bexiga e identificar lesões, inclusive em fases iniciais.
Quem deve ficar mais atento?
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer de bexiga, entre eles:
tabagismo;
exposição ocupacional a determinados produtos químicos;
histórico familiar da doença;
sintomas urinários persistentes.
Observar mudanças no funcionamento do organismo e buscar atendimento médico diante de sinais persistentes pode fazer diferença no diagnóstico precoce e no sucesso do tratamento.
Resumo:
O câncer de bexiga pode provocar sintomas semelhantes aos de uma infecção urinária, como dor ao urinar e alterações na urina. Durante o Julho Roxo, especialistas alertam que sinais persistentes devem ser investigados, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento.
Leia também:





