Sentindo luzes piscando ou tontura? Pode ser enxaqueca com aura

Quem já enxergou pontos brilhantes, luzes piscando ou linhas em zigue-zague pouco antes de uma forte dor de cabeça pode estar diante de um quadro de enxaqueca com aura. Esse tipo de manifestação neurológica costuma surgir de forma temporária e pode envolver não apenas alterações visuais, mas também sintomas como tontura, formigamento, dificuldade para falar e sensibilidade à luz ou aos sons.

Embora a dor de cabeça seja o sintoma mais conhecido da enxaqueca, nem todas as pessoas apresentam a aura da mesma maneira. Em alguns casos, os sinais aparecem antes da crise, em outros acompanham a dor e há situações em que a aura ocorre isoladamente, sem que a cefaleia se manifeste.

O que caracteriza a enxaqueca com aura?

A aura é um conjunto de sintomas neurológicos transitórios que antecedem ou acompanham algumas crises de enxaqueca. As alterações mais comuns afetam a visão e costumam durar entre alguns minutos e cerca de uma hora, desaparecendo de forma espontânea.

Entre as manifestações visuais mais frequentes estão flashes luminosos, pontos cintilantes, manchas escuras, áreas de visão embaçada e linhas em zigue-zague. Algumas pessoas também podem apresentar perda parcial e temporária do campo visual.

Além das alterações nos olhos, a aura pode provocar formigamento em um lado do corpo, dormência, dificuldade para encontrar palavras, alterações na fala, sensação de fraqueza e episódios de tontura ou vertigem. Em situações menos comuns, também podem ocorrer zumbidos e outras alterações sensoriais.

Sentindo luzes piscando ou tontura Pode ser enxaqueca com aura. Crédito: Canva

A dor de cabeça nem sempre aparece imediatamente

Uma característica que costuma gerar dúvidas é o momento em que a dor surge. Em muitas pessoas, a aura funciona como um aviso de que a crise está prestes a começar. Em outras, os sintomas aparecem simultaneamente à dor de cabeça ou permanecem mesmo após o início da cefaleia.

Também existem casos em que a pessoa experimenta apenas a aura, sem desenvolver a dor típica da enxaqueca. Por isso, alterações visuais ou sensoriais recorrentes devem ser avaliadas por um médico para que outras condições sejam descartadas e o diagnóstico correto seja estabelecido.

Quais fatores podem favorecer uma crise?

A causa exata da enxaqueca com aura ainda não é completamente conhecida. No entanto, fatores genéticos e alterações na atividade dos neurônios desempenham um papel importante no desenvolvimento da condição.

Além disso, alguns fatores podem favorecer o aparecimento das crises em pessoas predispostas. Entre eles estão alterações hormonais, estresse emocional, desidratação, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e exposição intensa a estímulos como luzes fortes, cheiros marcantes e sons elevados. Identificar esses gatilhos pode ajudar a reduzir a frequência dos episódios.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende da frequência e da intensidade das crises. Durante os episódios, o médico pode indicar medicamentos para aliviar a dor e controlar sintomas associados, como náuseas e desconforto provocado pela sensibilidade à luz e aos sons.

Além dos remédios, mudanças no estilo de vida costumam fazer parte da estratégia de controle da doença. Manter uma rotina de sono adequada, evitar longos períodos em jejum, permanecer hidratado e reduzir a exposição aos fatores que desencadeiam as crises são medidas que podem contribuir para diminuir a recorrência dos sintomas.

Como os sinais da aura podem ser semelhantes aos de outras condições neurológicas, especialmente quando surgem pela primeira vez ou apresentam características diferentes das habituais, é importante procurar avaliação médica para confirmar o diagnóstico e receber a orientação mais adequada.

Resumo:

A enxaqueca com aura é uma forma de enxaqueca marcada por sintomas neurológicos transitórios, como luzes piscando, alterações na visão, tontura e formigamento. O diagnóstico médico é essencial para diferenciar o quadro de outras condições e definir o tratamento mais indicado.

Leia também:

Saúde do fígado começa no prato e vai muito além de evitar álcool