Usados como forma de expressão e estilo, principalmente entre o público jovem, os piercings na língua, lábios e bochechas exigem atenção dobrada. A cavidade bucal é naturalmente rica em bactérias e, ao realizar uma perfuração, o risco de complicações se eleva de forma significativa.
Segundo o cirurgião-dentista Guilherme Roberto Andrade Lima, o acessório não é totalmente contraindicado, mas exige locais adequados para a aplicação e uma rotina rigorosa de higiene. Além do risco de contaminação, o hábito constante de bater a joia contra a mucosa ou os dentes gera traumas repetitivos que trazem sérios prejuízos à arcada dentária.
Principais problemas causados pelo piercing oral
O atrito contínuo da peça de metal com os tecidos e estruturas da boca pode desencadear uma série de lesões ao longo do tempo:
Fraturas e microfissuras: o ato involuntário de “brincar” com a joia quebra o esmalte e pode rachar os dentes.
Retração gengival: o contato constante do piercing empurra a gengiva, expondo a raiz do dente e causando hipersensibilidade.
Infecções e inflamações: microlesões frequentes na mucosa bucal facilitam o acesso de bactérias à corrente sanguínea.
Dificuldade funcional: problemas na mastigação, na fala e sangramentos são comuns, sobretudo nos primeiros dias pós-perfuração.
O atrito contínuo da peça de metal com os tecidos e estruturas da boca pode desencadear uma série de lesões ao longo do tempo – Canva Equipes/axelbueckert
Guia de cuidados essenciais
Para quem opta por colocar o acessório, algumas medidas reduzem consideravelmente a chance de complicações:
Aplicação segura: faça o procedimento apenas com profissionais qualificados que sigam rigorosas normas de biossegurança.
Higiene bucal impecável: escove os dentes, use fio dental e utilize antissépticos bucais recomendados após cada refeição.
Evite a manipulação: não mexa na joia com os dentes, com a língua ou com as mãos não higienizadas.
Cuidados na fase inicial: nos primeiros dias, evite cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos muito quentes ou apimentados, que atrasam a cicatrização.
Acompanhamento profissional: consulte o dentista regularmente para avaliar se a peça está danificando os dentes ou a estrutura da gengiva.
Em suma, o uso do piercing na boca requer responsabilidade e rápida intervenção médica ou odontológica ao primeiro sinal de dor persistente, inchaço anormal ou sangramento!
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