Bolonha secreta: Canais, torres e mercados fora do óbvio

Localizada no norte da Itália, a cerca de 376 quilômetros de Roma, a charmosa Bolonha é um destino que nem sempre figura nos roteiros de viagem. Capital da região da Emília-Romanha, o município é lembrado por ser um cantinho menos afetado pelo fluxo intenso de turistas e por preservar uma autenticidade que, muitas vezes, remete a uma vila medieval que parou no tempo.

Não apenas pela composição de seus edifícios históricos, de tons quentes, com os tradicionais telhados de argila (característica que lhe rendeu o apelido de “La Rossa”, ou A Vermelha), a cidade também é conhecida por abrigar a célebre Universidade de Bolonha, fundada em 1088. Reconhecida como a universidade mais antiga do mundo ocidental, a instituição contribui tanto para tornar a vida noturna local mais atrativa quanto para render à cidade outro apelido: “La Dotta”, ou A Douta.

Vista da Piazza Maggiore, um dos pontos mais conhecidos de BolonhaAneta Malinowska/Wikimedia Commons

A culinária local também é rica e conhecida internacionalmente. Para muitos, Bolonha é considerada a capital gastronômica da Itália – daí surgiu o terceiro apelido do destino, “La Grassa”, ou A Gorda – foi lá, inclusive, que surgiu a famosa rede Eataly. Muito além das principais atrações bolonhesas, como a Piazza Maggiore, principal praça da cidade, o município reserva ainda muitos lugares que passam despercebidos à primeira vista.

A seguir, descubra alguns destinos menos conhecidos para visitar em sua viagem a Bolonha.

Continua após a publicidade

De canais secretos a torres esquecidas

Bolonha é uma cidade com muitos pontos turísticos. Alguns de seus encantos, no entanto, não se revelam de imediato, exigindo um olhar atento. As antigas belezas urbanas geralmente são mais associadas às inclinadas Due Torri – Asinelli e Garisenda, dois dos monumentos mais famosos de lá. Ainda assim, existem outras estruturas medievais igualmente fascinantes, que costumam ficar fora dos guias tradicionais.

Menos famosa que as Due Torri, a Prendiparte é outro elemento arquitetônico marcante da cidade. No passado, serviu como prisãoAnita.malina/Wikimedia Commons

A Torre dei Prendiparte é um exemplo. Ela se ergue um tanto escondida entre ruas estreitas. Na Idade Média, o local servia como prisão; hoje, funciona como alojamento, mas ainda é possível ver inscrições deixadas por antigos prisioneiros.

Continua após a publicidade

Outra construção que igualmente resistiu ao tempo é a Torre degli Azzoguidi. Com seus 61 metros de altura, a estrutura preserva uma atmosfera do século 12 e fica bem ao lado da Catedral de São Pedro, uma das mais importantes de Bolonha.

Vista a partir da rua da Azzoguidi, outra torre menos famosa de BolonhaFred Romero/Wikimedia Commons

Para além das torres, a capital da Emília-Romanha esconde canais sob o asfalto: no passado, a cidade era repleta de canais usados especialmente pelas indústrias de seda e lã. Boa parte dessa rede foi coberta no século 20, mas, ainda assim, é possível contemplar o fluxo do Canale delle Moline enquadrado pela famosa janelinha de madeira na Via Piella.

Continua após a publicidade

O canal de Bolonha a partir da Via OberdanLorenzo Gaudenzi/Wikimedia Commons

No entanto, as filas de turistas são comuns nesse local. Para fugir delas, você pode caminhar até a Via Oberdan ou a Via Malcontenti: por lá, o canal corre silencioso entre antigas construções industriais e quintais, onde predominam os tons quentes.

Gastronomia para sair do lugar-comum

A cozinha local de Bolonha é sempre uma parada obrigatória para quem deseja passar um tempo por lá – e experimentar o que é realmente viver o dia a dia da cidade. O epicentro dessa cultura é o famoso Quadrilatero, um antigo mercado medieval de ruas estreitas, situado ao lado da Piazza Maggiore, cartão-postal da cidade.

Continua após a publicidade

O local é ladeado por escaparates – vitrines das lojas – repletos de massas artesanais preparadas à vista de quem caminha pelas vias. Por lá, são vendidos queijos regionais, frios tradicionais e pratos preparados a partir de receitas familiares, muito ligadas à região.

Interior da Osteria del SoleOsteria del Sole/Divulgação

E é no próprio Quadrilatero que fica um dos endereços mais tradicionais de Bolonha: a Osteria del Sole, que funciona desde 1465 e oferece uma singularidade: serve apenas vinho. Por isso, é tradição entre os bolonheses comprar pães, queijos e outras comidas nas lojas vizinhas para, então, levá-los e consumi-los nas antigas mesas de madeira da Osteria.

Continua após a publicidade

Entretanto, para fugir dos lugares mais procurados pelos turistas, existem algumas joias raras escondidas pela cidade. O Mercato delle Erbe, por exemplo, é um estabelecimento centenário – inaugurado em 1910 – que oferece uma dinâmica singular: funciona como um mercado tradicional de vegetais pela manhã e se transforma em um animado ponto de encontro para aperitivos e petiscos ao cair da tarde.

Fachada do Mercato delle Erbe, em BolonhaFabio Di Francesco/Wikimedia Commons

Já em direção à Bolognina – um charmoso bairro ao norte do Centro Histórico do município, lembrado por seu ambiente vibrante e multicultural -, encontra-se o Mercato Albani, outra alternativa menos conhecida, mas igualmente saborosa para incluir no roteiro de viagem. O espaço é repleto de pequenas tabernas especializadas na cozinha grega, bancas de queijos artesanais e lojas de vinho – as chamadas enotecas.

Como pedir café na Itália?

Newsletter

Cadastro efetuado com sucesso!

Você receberá nossas newsletters em breve!

Clique aqui para entrar em nosso canal no WhatsApp

Resolva sua viagem aqui

Reserve hospedagem no Booking

Reserve seu voo

Reserve hospedagem no Airbnb

Ache um passeio na Civitatis

Alugue um carro

Publicidade