8 pequenos gestos no dia a dia reduzem riscos e protegem a saúde da mulher

Com a chegada do Outubro Rosa, o alerta para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama ganha força no mundo todo. Embora nem todos os casos possam ser evitados, especialistas reforçam que a combinação de um estilo de vida equilibrado com exames de rotina é a melhor arma para diminuir os fatores de risco e garantir diagnósticos em fases iniciais.

Nesse sentido, a hematologista Lavinia Lustosa Bergier, responsável técnica pelo Espaço Cuidar Bem da Unimed Nova Iguaçu, destaca que o cuidado precisa ir além do consultório. “Prevenção não acontece apenas no consultório. Ela começa nas escolhas que fazemos diariamente, desde a prática de atividade física até a realização dos exames recomendados para cada faixa etária”, explica a médica.

8 passos práticos para o seu dia a dia

Para ajudar você a cuidar melhor da sua saúde, confira um guia prático com oito hábitos essenciais recomendados por especialistas:

Cuide do peso, sem neura: Manter o peso equilibrado é uma forma eficaz de reduzir riscos. O excesso de gordura corporal, principalmente após a menopausa, aumenta as chances da doença. O foco não é a busca pelo corpo perfeito, mas sim o equilíbrio ao longo da vida.

Tire o corpo do sofá: Não é preciso se tornar uma atleta profissional. A Organização Mundial da Saúde recomenda ao menos 150 minutos de atividade moderada por semana. Mover o corpo pode ser caminhar, dançar, pedalar ou trocar o elevador pela escada.

Pegue leve no álcool: Quando o assunto é câncer de mama, não há uma dose de bebida alcoólica 100% segura. Por isso, a regra do bem-estar é clara: quanto menos álcool, melhor.

Dê adeus ao cigarro: O tabagismo está diretamente associado a vários tipos de tumores. Vale lembrar que os benefícios de parar de fumar aparecem em qualquer idade, e a rede pública de saúde oferece suporte gratuito para esse processo.

Amamente, se puder: Além de nutrir o bebê, a amamentação funciona como um importante fator de proteção para a mãe. Sempre que possível, o ato traz um benefício duplo e duradouro.

Hormônio só com orientação médica: A reposição hormonal ajuda a aliviar os sintomas da menopausa, contudo jamais deve ser feita por conta própria. O acompanhamento médico é indispensável para ponderar riscos e benefícios individuais.

Conheça o seu corpo: Observar as mamas no banho ou no espelho ajuda a notar alterações como nódulos, secreções ou mudanças na pele. Notou algo diferente? Procure atendimento. Vale ressaltar que o autoconhecimento é um grande aliado, mas não substitui a mamografia.

Exames em dia e histórico na conversa: A mamografia é o principal exame para identificar lesões bem no início. O Ministério da Saúde indica o rastreamento a cada dois anos para mulheres entre 50 e 74 anos, enquanto entidades médicas recomendam a realização anual a partir dos 40. Pessoas com histórico familiar de câncer de mama ou ovário devem avisar o médico para iniciar o acompanhamento mais cedo.

A força do acolhimento durante o tratamento

Por outro lado, quando o diagnóstico acontece, o suporte emocional e humanizado faz toda a diferença no processo de cura e recuperação.

A respeito desse momento delicado, a Dra. Lavinia enfatiza a importância de um olhar empático para a paciente: “O diagnóstico de câncer não chega sozinho. Ele vem acompanhado de perguntas, de medo, de uma mudança brusca na vida da paciente e da família inteira. O tratamento clínico é essencial, mas é o acolhimento que dá a essa pessoa condições de atravessá-lo com mais força. Uma paciente que se sente ouvida adere melhor ao tratamento, confia mais na equipe e não desiste de si mesma”, afirma a especialista.

Em suma, colocar a saúde como prioridade diária e manter o diálogo aberto com os médicos são os primeiros passos para uma vida mais longa, segura e protegida.

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