Maçã, uva e jabuticaba podem desinflamar seu corpo; entenda

Uma pesquisa que acompanhou 35 mil mulheres ligou o consumo de maçã a um risco menor de morte por problemas cardiovasculares. O dado aparece em uma revisão da Harvard Health Publishing, braço editorial da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, que reuniu as frutas com mais evidências de potencial anti-inflamatório. A lista tem cinco grupos.

Ainda não existe uma dieta anti-inflamatória reconhecida como tal pela ciência. O que os estudos já mostram é que certos alimentos atenuam e outros ampliam a inflamação silenciosa que contribui para diabetes, gordura no fígado e doenças cardiovasculares. Essas frutas não funcionam como remédio, e o efeito depende de uma alimentação equilibrada como um todo.

1. Maçã

Verde ou vermelha, a maçã fornece fibras, vitaminas e polifenóis, compostos bioativos estudados pela ação anti-inflamatória. O fruto vem sendo associado a um risco menor de doenças crônicas, e o estudo com as 35 mil mulheres reforçou essa relação no caso do coração.

Maçã, uva e jabuticaba estão entre as frutas anti-inflamatórias listadas por publicação de Harvard (Foto: Magnific)

2. Frutas vermelhas e roxas

Morango, cereja, mirtilo e jabuticaba entram no mesmo time. A fama vem da antocianina, o pigmento que dá cor a essas frutas e tem ação antioxidante e anti-inflamatória. Em estudos, a substância mostrou proteção contra problemas nas artérias e potencial na prevenção do câncer.

Além do pigmento, essas frutas oferecem fibras e outros compostos benéficos. Elas também fazem parte da dieta MIND, testada para proteger o cérebro de doenças como o Alzheimer.

3. Pêssego e ameixa

As frutas com caroço grande no meio, grupo que inclui o damasco, fornecem fibras, vitamina C, potássio e compostos fenólicos. Esses compostos ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas produzidas naturalmente pelo organismo que podem danificar as células.

As fibras desse grupo ajudam a manter o equilíbrio da microbiota intestinal, e esse equilíbrio se reflete no corpo inteiro, com efeito indireto sobre os processos inflamatórios que se repetem.

4. Uva

As variedades vermelhas e escuras são as mais pesquisadas por causa do resveratrol e de outros fitoquímicos já relacionados à proteção do coração, em parte pela ação antioxidante e anti-inflamatória. As verdes também têm fibras e vitaminas C e K.

Para aproveitar melhor, coma a uva com casca, depois de lavar bem. Suco integral é outra opção. O vinho pede cautela por causa do álcool.

5. Laranja e outros cítricos

Laranja, mexerica, limão, lima-da-pérsia e toranja estão entre as maiores fontes de vitamina C, conhecida pelo apoio à imunidade. A família ainda traz fibras, minerais e flavonoides. Pesquisas ligam o consumo diário dessas frutas a um risco menor de doenças cardiovasculares e de câncer, benefício que suplementos de vitamina não reproduzem.

Como levar as 5 para o dia a dia

Alterne as frutas ao longo da semana para somar fibras, vitaminas e compostos diferentes.
Prefira a fruta inteira e, no caso da uva, mantenha a casca.
Escolha suco integral quando for beber uva em vez de comer.
Não troque a laranja e os cítricos por cápsulas de vitamina C, que não entregam o mesmo efeito.

Resumo: Revisão da Harvard Health Publishing reuniu cinco grupos de frutas com evidências de ação anti-inflamatória: maçã, frutas vermelhas e roxas, pêssego e ameixa, uva e cítricos. Dentro de uma dieta equilibrada, elas fornecem fibras, vitaminas e compostos como polifenóis, antocianina e resveratrol.

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