Reverenciado mundialmente, o West End, em Londres, é considerado o coração cultural da capital britânica – um correspondente à Broadway, em Nova York. Concentrando cerca de 40 dos teatros mais tradicionais da cidade, a região simboliza a excelência do teatro comercial em língua inglesa.
O Theatre Royal Drury Lane, por exemplo, inaugurado em 1663, é o mais antigo de Londres. Não surpreende, portanto, que atores consagrados no cinema e na televisão estejam frequentemente em cartaz em alguns dos palcos britânicos mais prestigiados, atraindo tanto visitantes estrangeiros quanto o público local.
Confira destaques que ainda estão em temporada:
1. Drácula, com Cynthia Erivo
Encarando a missão de dar voz a todos os personagens, Erivo transforma “Drácula” em um arrojado monólogoDracula West End/Divulgação
Clássico incontornável da literatura de horror, Drácula, de Bram Stoker, volta aos palcos em uma nova adaptação. Desta vez, porém, a montagem aposta em uma proposta singular: indicada ao Oscar por sua participação em Wicked, Cynthia Erivo assume sozinha o desafio de interpretar todos os personagens da obra em um monólogo.
Com direção de Kip Williams, o espetáculo segue a estrutura epistolar do romance original, apoiando-se em trechos de diários e narrações em primeira pessoa. Nesse formato “one-woman-show”, Erivo distingue figuras como Jonathan Harker, Mina e o próprio Conde Drácula por meio de diferentes sotaques, além de rápidas trocas de figurino e perucas.
Para compor um visual que mistura o imaginário gótico do Príncipe das Trevas com elementos da moda contemporânea, a atriz incorpora tatuagens, piercings e unhas longas à caracterização.
As apresentações no Noël Coward Theatre, ocorrem até 30 de maio. Mais informações e ingressos aqui.
2. Romeu e Julieta, com Sadie Sink
Sadie Sink é Julieta em nova adaptação do clássico de ShakespeareEmpire Street Productions/Divulgação
Ainda no terreno dos clássicos, Romeu e Julieta, de William Shakespeare, também ganhou nova montagem em Londres, desta vez no Harold Pinter Theatre. Dirigida por Robert Icke, a produção se destaca por marcar a estreia de seus jovens protagonistas no West End: Sadie Sink, conhecida por Stranger Things, interpreta Julieta, enquanto Noah Jupe, de Hamnet, vive Romeu.
Nesta versão, a tragédia shakespeariana é atravessada por dilemas contemporâneos e por uma encenação que faz uso de recursos tecnológicos. Um relógio digital projetado em cena, por exemplo, realiza a contagem regressiva dos dias até a morte do casal. Em outros momentos, a montagem sugere uma espécie de universo alternativo em que o desfecho trágico poderia ser evitado.
Com trilha sonora que inclui músicas atuais, como um cover de “I Don’t Like Mondays”, a peça organiza toda sua ação ao redor de uma cama, elemento cenográfico que reforça a dimensão íntima e cotidiana da relação entre os protagonistas. A temporada vai até 20 de junho. Mais informações e ingressos aqui.
3. Grace Pervades, com Ralph Fiennes
Ralph Fiennes em Grace PervadesGrace Pervades The Play/Divulgação
Grace Pervades é a 32ª peça do dramaturgo inglês David Hare e propõe uma reflexão sobre o teatro e o ofício artístico. A obra acompanha a relação profissional e amorosa entre duas figuras históricas do palco vitoriano: Ellen Terry e Henry Irving.
Na nova montagem, dirigida por Jeremy Herrin, os personagens são interpretados por Miranda Raison e Ralph Fiennes, conhecido por seus papéis em filmes como Conclave e na saga Harry Potter. A narrativa se desenrola em 25 cenas, atravessando um amplo recorte temporal para explorar, entre 1878 e 1966, tanto o romance entre os dois quanto suas contribuições ao teatro britânico.
Descrita como uma “carta de amor ao teatro”, a peça incorpora ainda trechos de performances de obras clássicas, como Hamlet, O Mercador de Veneza e Noite de Reis. O cenário, concebido por Bob Crowley faz a ação se deslocar em múltiplos espaços, da Rússia ao célebre Café Royal, em Londres.
Grace Pervades fica em cartaz até 24 de abril, no Theatre Royal Bath. Mais informações e ingressos aqui.
Bônus: All My Sons, com Bryan Cranston
Versão de “All My Sons” com Bryan Cranston, que chamou atenção por suprimir os intervalos, também virou filmeJan Versweyveld/Divulgação
No Wyndham’s Theatre, a montagem de All My Sons, dirigida por Ivo van Hove e baseada no texto homônimo de Arthur Miller, chamou a atenção da crítica e do público. Em vez da estrutura original em três atos, esta versão é encenada sem intervalos, o que imprime à narrativa um ritmo mais dinâmico e sufocante.
A montagem confina os personagens ao jardim da casa do protagonista e aposta em um palco quase vazio: nele, apenas a presença de uma grande árvore caída permanece em cena durante toda a apresentação. Ao fundo, um portal circular funciona como janela para a casa e, por meio da iluminação, também nos informa a passagem do sol para a lua.
À frente do elenco está Bryan Cranston, eternizado por sua atuação no seriado Breaking Bad, no papel de Joe Keller, um industrial que enriqueceu ao vender peças defeituosas de avião durante a Segunda Guerra Mundial. O crime levou à morte de 21 pilotos, mas, na história, ele permite que o sócio seja preso em seu lugar, desenrolando uma série de acontecimentos de tirar o fôlego.
Embora tenha saído de cartaz em março, essa adaptação foi também filmada para chegar aos cinemas e vai ganhar nova vida: a obra tem estreia nas telonas marcada para 16 de abril. Mais informações aqui.
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