Astrominas 2026: Olhar Espacial destaca iniciativa que incentiva meninas na ciência

Um grupo de mulheres do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP) e outros institutos da área de exatas criou, em 2019, o Projeto Astrominas, voltado para a formação e incentivo de meninas do ensino básico interessadas em ciência, especialmente nas áreas de astronomia, física e geociências.

A iniciativa busca aproximar estudantes do universo científico por meio de uma imersão gratuita e totalmente online, com atividades interativas, palestras, oficinas e conversas com pesquisadoras e estudantes de graduação e pós-graduação. Mais do que apresentar conteúdos, o Astrominas cria um ambiente de acolhimento, troca de experiências e inspiração, estimulando a permanência e o protagonismo feminino nas ciências exatas.

Conheça e se apaixone pelo projeto Astrominas, no Olhar Espacial desta sexta-feira (17) – Crédito: Astrominas

O projeto também se destaca pela forte dimensão comunitária, com a participação de monitoras – conhecidas como “fadas madrinhas” – que acompanham as participantes ao longo de toda a jornada. Essa estrutura favorece o aprendizado colaborativo e aproxima as estudantes do cotidiano da pesquisa científica, ajudando a construir referências positivas e acessíveis sobre carreiras na ciência.

Dupla de convidadas fala sobre o Projeto Astrominas

O Programa Olhar Espacial desta sexta(17) recebe duas convidadas especiais que ajudam a fazer o Astrominas acontecer: Catarina Aydar e Julia Carneiro. Elas atuam diretamente na coordenação e desenvolvimento do projeto e vão compartilhar os bastidores da iniciativa, desde a concepção até a execução e, claro, como as meninas podem se inscrever para fazer parte desse projeto incrível.

Catarina Aydar é uma das convidadas desta sexta-feira (17) do Programa Olhar Espacial – Créito: Arquivo pessoal

Catarina Aydar é Graduada em Física, ela tem mestrado em Astronomia e atualmente faz doutorado no Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha, investigando a relação entre buracos negros gigantes e as galáxias que os abrigam. Esses objetos, milhões ou bilhões de vezes mais massivos que o Sol, liberam enormes quantidades de energia, em um processo que pode interferir na formação de estrelas e até modificar a estrutura das galáxias ao longo de bilhões de anos.

Ela trabalha com dados do telescópio espacial eROSITA, uma colaboração entre a agência espacial russa, Roscosmos, e o centro aeroespacial alemão (DLR), que observa o Universo em raios X, faixa associada a fenômenos extremamente energéticos. Seu foco é compreender o chamado “feedback” dos núcleos ativos de galáxias (AGN), quando a matéria que cai em direção ao buraco negro libera energia capaz de transformar o ambiente ao redor.

O programa desta noite também recebe a graduanda em física Júlia Carneiro – Crédito: Arquivo pessoal

Graduanda em Física pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) e aluna de Iniciação Científica no Laboratório de Física Atmosférica (LFA-IFUSP), Júlia Carneiro desenvolve trajetória nas ciências exatas com premiações em sucessivas edições de olimpíadas nacionais e formação complementar em áreas como astrofísica, cosmologia e programação. Participa ativamente de projetos que incentivam a presença feminina nas áreas científicas, com o objetivo de inspirar meninas a seguirem seus sonhos e transformá-los em realidade. Atuou em edições anteriores do Astrominas como aluna na escola, e hoje integra a organização do projeto.

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Como assistir ao Programa Olhar Espacial

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas às sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTubeFacebookInstagramX (antigo Twitter)LinkedIn e TikTok.

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