Como é a visita ao Parque Bondinho Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro

O Parque Bondinho Pão de Açúcar é o tipo de atração que dispensa apresentações. O conjunto formado por dois mirantes naturais na entrada da Baía de Guanabara, o Morro da Urca, de 227 metros, e o Pão de Açúcar, de 396 metros, é parte intrínseca do imaginário do Rio de Janeiro. Mas, mesmo se tratando de um clássico, há dicas não tão óbvias que podem fazer do passeio tão memorável quanto se espera. Além disso, de 2022 para cá vêm sendo implementadas novidades que podem justificar uma nova visita a uma das mais emblemáticas vistas cariocas.

Nos últimos anos, o complexo ganhou novas lojas e restaurantesBárbara Ligero/Viagem e Turismo

Ingressos

O primeiro passo é garantir os seus ingressos com antecedência pelo site, com data e horário marcado.

São três tipos de ingressos principais. O Bilhete Bondinho, mais básico, custa R$ 160 para brasileiros. Através do Bilhete Estado RJ, moradores e nascidos no estado do Rio de Janeiro pagam o valor reduzido de R$ 89 (mediante apresentação de certidão de nascimento, documento oficial com foto ou comprovante de residência). Por R$ 325, o Bilhete Acesso Rápido dá acesso a filas preferenciais durante toda a visita.

Além desses ingressos, o atrativo oferece duas experiências. Na Visita Guiada, que custa R$ 225 para brasileiros, um guia apresenta a história e os atrativos do parque durante 50 minutos. Já o Amanhecer no Parque Bondinho permite visitar o atrativo antes da abertura ao público (e, portanto, sem filas) para ver o nascer do sol ao som de saxofone. Custa R$ 550 e inclui um café da manhã no restaurante Clássico Sunset Club, que tem vista panorâmica. 

Quem compra o Bilhete Acesso Rápido espera pelo primeiro teleférico em uma sala com ar condicionado, água gelada e sofásBárbara Ligero/Viagem e Turismo

Quando ir

No momento da compra do ingresso, é preciso selecionar o dia e o horário da visita. O Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe visitantes diariamente, das 8h30 às 21h (último embarque às 19h30).

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Se possível, dê preferência aos dias ensolarados para encontrar um visual mais bonito. Vale dizer, porém, que em dias nublados as nuvens não costumam tapar a paisagem, como acontece no Cristo Redentor. O movimento é menor de manhã, quando o sol ilumina as praias e as montanhas. 

O momento mais desejado é o pôr do sol, quando a geografia feita de mar e montanhas ganha ainda mais beleza e dramaticidade conforme a cidade mergulha na noite. Se for comprar o ingresso comum, programe-se para entrar no atrativo com antecedência para não correr o risco de ainda estar na fila quando o astro estiver sumindo no horizonte. A outra opção é escapar da espera investindo no Bilhete Acesso Rápido, como eu fiz (veja o relato completo da visita mais abaixo).

O pôr do sol é o momento mais desejado (e portanto o mais disputado) para estar no Pão de AçúcarBárbara Ligero/Viagem e Turismo

Como chegar

O acesso ao Parque Bondinho Pão de Açúcar se dá pelo número 520 da Avenida Pasteur. Não é recomendado ir de carro porque não há estacionamento no local. Prefira chamar um táxi, carro de aplicativo ou usar o transporte público.

Da Estação Botafogo do metrô, caminhe até a Rua Voluntários da Pátria e pegue o ônibus 513. Desembarque na parada da UNIRIO — a entrada da atração estará a 260 metros. 

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Para quem vem de Niterói, Ilha do Governador e Paquetá, a dica é pegar a barca que deixa na Praça XV. De lá, você pode caminhar por pouco mais de dez minutos até o Largo da Carioca ou pegar a Linha 2 do VLT até a estação Cristiano Ottoni-Pequena África. Nesses dois lugares passa o ônibus 107, que deixa na parada da UNIRIO.

O acesso ao Parque Bondinho Pão de Açúcar se dá pela Avenida Pasteur, entre a Praia da Urca e a Praia VermelhaBárbara Ligero/Viagem e Turismo

Como é a visita

Com a ideia de assistir ao pôr do sol, cheguei ao Parque Bondinho Pão de Açúcar às 15h30. Depois de apresentar o ingresso na entrada, a maioria dos visitantes segue para a fila que dá acesso ao primeiro teleférico.

Mas, como eu estava com o Bilhete Acesso Rápido, fui direcionada para uma sala com sofás e garrafas de água geladinhas, onde esperei cerca de dois minutos até chegar o momento de embarcar no próximo bondinho. Sem filas, sem estresse, e ainda com ar condicionado.

Nesse primeiro trecho, leva-se cerca de três minutos para chegar ao Morro da Urca. Ao desembarcar, a primeira coisa que se vê é a Praça dos Bondes, que exibe dois bondes históricos que já foram utilizados para chegar até ali, um de 1912 (ano da inauguração do atrativo) e outro da década de 1970.

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Praça dos Bondes exibe cabines originais da década de 1970 e, mais ao fundo, de 1912Bárbara Ligero/Viagem e Turismo

Mas é claro que a vista logo suga toda a atenção. Dali é possível ver o Cristo Redentor, as enseadas do Flamengo e do Botafogo e o Aeroporto Santos Dumont. O espaço para caminhar é amplo, arborizado e muito agradável, com quiosques de comidas e pequenas lojas de marcas conhecidas do público. Aproveitei para comprar uma pipoca para comer apreciando o visual.

Vista para o Cristo Redentor e um helicóptero alçando vooBárbara Ligero/Viagem e Turismo
Morro da Urca: áreas com sombra e muitos quiosques de comidaBárbara Ligero/Viagem e Turismo

O caminho conduz naturalmente em direção ao Pão de Açúcar, e esse é um ótimo momento para fotografá-lo. Mais adiante, o Espaço de Memória Cocuruto preserva a história do atrativo, com fotos e também objetos históricos, incluindo a engrenagem alemã usada no início da operação dos bondinhos.

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Momento foto com o Pão de Açúcar ao fundoBárbara Ligero/Viagem e Turismo
Engrenagens trazidas da Alemanha são testemunho da história do Bondinho do Pão de AçúcarBárbara Ligero/Viagem e Turismo

Depois de fazer todo esse trajeto com calma e muitas paradas para fotos, cheguei às 16h20 na fila que dá acesso ao segundo teleférico, rumo ao Pão de Açúcar. Mais uma vez, não houve demora com o Bilhete Acesso Rápido: nesse caso, não há uma sala com ar condicionado para aguardar, mas a prioridade no embarque já evita qualquer espera.

Quem tem o Bilhete Acesso Rápido pega a fila de embarque prioritário, à esquerdaBárbara Ligero/Viagem e Turismo

São mais três minutos de teleférico até o Pão de Açúcar. Aqui, sim, a visão é completa. O dia estava aberto e pude admirar de um lado a Urca, Aterro e o Cristo Redentor, e do outro,  Copacabana, Morro Dois Irmãos e a Pedra da Gávea. Desnecessário dizer que as vistas são deslumbrantes.

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Momento “uau” no alto do Pão de Açúcar, quase 400 metros acima do nível do marBárbara Ligero/Viagem e Turismo

O espaço para caminhar é menor e, por isso, também há menos lojas e restaurantes. Por outro lado, ali fica o maravilhoso Clássico Sunset Club, onde tomei um cafezinho admirando a vista sem pressa. 

Passarela suspensa com vista para o marBárbara Ligero/Viagem e Turismo
O astral do Clássico Sunset ClubBárbara Ligero/Viagem e Turismo

Quando chegou o tão esperado momento do pôr do sol, que naquele dia começou por volta das 17h30, o Pão de Açúcar já estava mais cheio, como era de se esperar, mas consegui encontrar um cantinho perto dos cabos do teleférico para ver o sol sumir atrás do Cristo Redentor. Foi lindo, digno dos aplausos que se seguiram.

No Pão de Açúcar, o que importa é encontrar um cantinho para ver o pôr do solBárbara Ligero/Viagem e Turismo

Com o céu ainda alaranjado, comecei a descida de volta do Pão de Açúcar para o Morro da Urca. Esse foi o momento que mais fez diferença ter o Bilhete Acesso Rápido: depois do pôr do sol, todo mundo quer descer ao mesmo tempo e as filas se alongam. 

De volta ao Morro da Urca, aproveitei para pegar um caminho pela mata à esquerda que eu ainda não tinha explorado. O trajeto entre as árvores dá no Jardim do Mel, um meliponário para conservação de abelhas nativas sem ferrão. Com as luzes da cidade já se acendendo, fiz a descida final rumo à base, onde cheguei às 18h20.

Caminho em meio às árvores conduz a projeto de conservação de abelhas nativas sem ferrãoBárbara Ligero/Viagem e Turismo
Anoitecer na Cidade MaravilhosaBárbara Ligero/Viagem e Turismo

 

Teleférico ou bondinho?

Tecnicamente, o meio que leva os visitantes ao Morro da Urca e ao Pão de Açúcar é um teleférico. O apelido “bondinho” surgiu já na inauguração da atração em 1912, devido à semelhança das cabines daquela época com os bondes que circulavam pelo Rio de Janeiro. As cabines já não tem a mesma aparência: elas foram trocadas em 1972 e novamente em 2008, e hoje contam com vidro e um sistema de ventilação (que não é um ar condicionado).

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