Após cerca de um ano e meio parado, o Falcon Heavy, da SpaceX, estava programado para voltar a voar nesta segunda-feira (27), a partir do Centro Espacial Kennedy, da NASA, na Flórida (EUA), levando ao espaço o satélite de internet ViaSat-3 F3, de cerca de 6,6 toneladas. A decolagem, no entanto, foi suspensa por causa de condições meteorológicas desfavoráveis.
Embora uma nova tentativa possa ocorrer na terça-feira (28), segundo informações no site da SpaceX, a empresa informou em uma postagem no X que a nova data oficial será anunciada assim que confirmada.
Standing down from today’s Falcon Heavy launch of the @viasat-3 F3 mission due to unfavorable weather. Vehicle and payload remain healthy. A new target date will be shared once confirmed
— SpaceX (@SpaceX) April 27, 2026
O foguete é composto por três propulsores derivados do Falcon 9, acoplados lado a lado para gerar mais empuxo. No estágio central é acoplado um estágio superior, responsável por inserir o satélite na órbita planejada.
Os dois propulsores laterais devem retornar para pouso controlado na base de Cabo Canaveral cerca de oito minutos após a decolagem. Já o propulsor central será descartado no Oceano Atlântico, enquanto o estágio superior segue viagem para liberar o satélite aproximadamente cinco horas após o lançamento na órbita prevista.
Satélite de comunicações ViaSat-3 F3 posicionado no topo do foguete Falcon Heavy para ser implantado em órbita geoestacionária da Terra – Crédito: SpaceX
Primeiro lançamento do Falcon Heavy enviou carro de Elon Musk ao espaço
Com cerca de 23 milhões de newtons (N) de empuxo, o Falcon Heavy figura entre os foguetes mais potentes em atividade. Ele fica atrás apenas do Space Launch System, da NASA, que ultrapassa os 39 milhões de newtons. Já a Starship, também da SpaceX, que ainda está em testes, deve superar esses números quando estiver operacional e atingir 74 milhões de newtons de empuxo.
O Falcon Heavy estreou em fevereiro de 2018, em um voo de demonstração que colocou em trajetória ao redor do Sol um Tesla Roadster vermelho pertencente ao empresário Elon Musk, simulando uma órbita próxima à de Marte.
Desde então, o foguete acumulou mais de dez missões, todas concluídas com sucesso. O lançamento mais recente até então havia ocorrido em outubro de 2024, levando a sonda Europa Clipper rumo ao sistema de Júpiter.
Falcon Heavy is at pad 39A in Florida ahead of tomorrow’s launch of the @viasat-3 F3 mission. The 85-minute launch window opens at 10:21 a.m. ET → https://t.co/Z9nzcfYdVU pic.twitter.com/erKNXULRyW
— SpaceX (@SpaceX) April 27, 2026
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Desta vez, a missão tem um objetivo mais próximo da Terra. O ViaSat-3 F3 será colocado em órbita geoestacionária, a cerca de 35.786 quilômetros de altitude. Nessa posição, o satélite acompanha a rotação do planeta, permanecendo fixo sobre a mesma região, o que é ideal para serviços contínuos de comunicação.
Espera-se que o ViaSat-3 F3 cubra a região da Ásia-Pacífico (APAC) – Crédito: Viasat
A área de cobertura será voltada principalmente para a região Ásia-Pacífico, oferecendo internet de alta capacidade. O equipamento faz parte de uma série de três satélites que formam a constelação ViaSat-3. Os modelos anteriores já atendem passageiros de voos comerciais e devem ampliar a conectividade nas Américas em breve.
Segundo a empresa responsável, o lançamento representa um passo importante para expandir o acesso à banda larga em escala global. A proposta é fornecer conexão mais rápida, estável e segura tanto para clientes comerciais quanto para usuários comuns e aplicações estratégicas.
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