A temporada de nuvens noctilucentes começou no Hemisfério Norte, com os primeiros registros do fenômeno já aparecendo em imagens feitas por observadores.
Um dos avistamentos iniciais foi registrado em 2 de junho pelo fotógrafo John Clement, em Kennewick, no estado de Washington, nos Estados Unidos. Ele havia saído para fotografar uma conjunção entre Vênus e Júpiter quando percebeu formações luminosas surgindo sobre uma colina próxima de sua casa.
“Conforme o crepúsculo se aprofundava, comecei a notar possíveis objetos noctilucentes se tornando visíveis sobre o Monte Badger, como o chamamos, uma colina popular para caminhadas a cerca de um quilômetro e meio da minha casa”, disse Clement ao Space.com por e-mail. “Então, às 21h58, apontei minha câmera para Badger e tirei a primeira série de fotos, confirmando que eram objetos noctilucentes.”
As imagens foram feitas com uma câmera Olympus OM-D E-M1 Mark III e uma lente de 150 mm. Clement registrou um panorama de três fotos a partir do próprio quintal, no sudoeste de Kennewick, enquanto as nuvens brilhavam no céu do entardecer.
Outro registro recente foi publicado pelo entusiasta de astronomia Daniel Fischer na rede social X. A imagem mostrava nuvens noctilucentes sobre Flensburg, cidade no norte da Alemanha, durante uma transmissão ao vivo em 31 de maio.
The #NoctilucentCloud season 2026 which began a few nights ago at high Northern latitude has reached Germany: a #webcam view – https://t.co/E4YbOrJ8Hl – from #Flensburg at 54.8°N from 15 minutes ago! pic.twitter.com/Ycy4EB55Ee
— Daniel Fischer @cosmos4u@scicomm.xyz (@cosmos4u) May 31, 2026
O que são nuvens noctilucentes?
As nuvens noctilucentes se formam em altitudes muito superiores às das nuvens comuns. Elas aparecem na mesosfera, a cerca de 80 quilômetros acima da superfície da Terra, região próxima à fronteira com o espaço.
O fenômeno ocorre quando minúsculos cristais de gelo se acumulam nessa camada elevada da atmosfera. Por estarem tão altas, essas nuvens ainda conseguem refletir a luz do Sol mesmo depois do pôr do sol ou pouco antes do amanhecer, quando o astro já está abaixo do horizonte para quem observa do solo.
É por isso que elas aparecem iluminadas em tons prateados ou azulados, enquanto nuvens mais baixas já estão escuras no céu crepuscular.
A temporada de observação costuma ocorrer entre meados de maio e meados de agosto, com maior frequência de registros em julho, durante o verão no Hemisfério Norte.
As nuvens noctilucentes são mais comuns em regiões próximas aos polos, onde a mesosfera é mais fria. Por isso, geralmente são vistas entre 45 e 80 graus de latitude norte.
Para tentar observar o fenômeno, a recomendação é olhar para o oeste após o pôr do sol, quando as estrelas mais brilhantes começam a surgir. As nuvens noctilucentes costumam aparecer como estruturas finas, delicadas e luminosas, contrastando com o restante do céu escuro.
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