O governo do Reino Unido avalia a proibição de plataformas online “nocivas” para menores de 16 anos. A medida vem sendo discutida pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em meio ao aumento das preocupações sobre segurança digital e impactos das redes sociais na saúde mental dos jovens.
A informação foi divulgada pelo jornal The Times nesta segunda-feira (8). Ao mesmo tempo que avança com as restrições a plataformas consideradas prejudiciais, Starmer deve manter o acesso a serviços avaliados como mais seguros.
A discussão ganhou força após conversas do premiê com familiares enlutados e após a análise da experiência da Austrália, que implementou uma proibição de acesso às redes sociais para menores de 16 anos no fim do ano passado.
Embora o tema esteja no centro das discussões do Reino Unido, fontes próximas às negociações indicam que uma proibição formal não deve ser anunciada imediatamente. Em vez disso, o governo pode divulgar medidas mais específicas para combater a produção e o compartilhamento de imagens sexualizadas envolvendo menores.
Questionada pela agência Reuters sobre a possível proibição, uma fonte de Downing Street afirmou que o governo está disposto a confrontar as grandes empresas de tecnologia em defesa dos jovens.
Enquanto o debate avança, Starmer deve discursar nesta segunda-feira sobre formas de garantir que a tecnologia produza impactos positivos para a sociedade, especialmente para crianças e adolescentes.
Proibição de redes sociais para menores avança na Europa
O Reino Unido não é o único país a discutir restrições para o uso de redes sociais por crianças e adolescentes. França, Dinamarca e Polônia também analisam mudanças regulatórias, enquanto a Grécia já anunciou que proibirá o acesso de menores de 15 anos a plataformas sociais a partir de janeiro de 2027.
No início deste ano, o governo britânico abriu uma consulta pública para discutir possíveis medidas de proteção digital para menores. Entre as propostas avaliadas estão limites de tempo de uso, horários de restrição de acesso e controles sobre recursos considerados viciantes nas plataformas.
Atualmente, a legislação britânica de segurança online já obriga empresas de tecnologia a adotar medidas para proteger crianças contra conteúdos ilegais e prejudiciais na internet.
Apesar da crescente pressão por regras mais rígidas, não há consenso sobre a eficácia de uma proibição ampla das redes sociais para menores de idade.
Especialistas seguem divididos sobre os possíveis benefícios e consequências de uma medida desse tipo. Além disso, jovens ouvidos recentemente em Londres manifestaram oposição à adoção de restrições mais severas ao acesso às plataformas digitais.
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