É o mais famoso quitute de rua de Gramado, na Serra Gaúcha, e agora pode se tornar oficialmente um símbolo da cidade. Um projeto apresentado recentemente quer converter o pão com linguiça – vendido inclusive na Praça das Etnias – em um Patrimônio Cultural Imaterial do município.
O que quer o projeto
A iniciativa foi apresentada pela primeira vez em maio, durante uma reunião técnica que colocou frente a frente representantes de órgãos como as secretarias municipais de Turismo, Cultura e Agricultura, além dos próprios envolvidos nos chamados fornos coloniais que operam nas áreas do Centro e da Várzea Grande.
A partir de agora, os envolvidos começam a compilar materiais que permitam a conversão da receita em patrimônio. Nos próximos meses, um dossiê deve ser elaborado, reunindo registros históricos e depoimentos dos produtores locais sobre a receita e sua importância para a identidade local.
Iguaria valoriza legado dos imigrantes
O pão com linguiça de Gramado está intimamente relacionado à chamada cultura colonial, como são conhecidas as tradições das comunidades de imigrantes – especialmente alemães e italianos – que começaram a povoar a Serra Gaúcha nas décadas finais do século 19.
“Presente no cotidiano, nas ruas e nas feiras de Gramado há décadas, o pão com linguiça representa o saber-fazer das famílias coloniais e a hospitalidade característica da cidade, consolidando-se como um patrimônio que atravessa gerações”, diz a nota da prefeitura sobre o projeto.
Ainda não há um prazo definido para a conclusão do processo de patrimonialização.
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