A relação com a comida vai muito além do sabor que sentimos na língua. Quando pratos antes prazerosos passam a ser evitados, como carnes mais firmes, frutas e vegetais crus, um sinal de alerta precisa ser ligado. Muitas vezes, essa mudança no cardápio acontece de forma silenciosa e está diretamente ligada à saúde da boca.
Nesse sentido, a celebração do Dia Mundial da Alimentação, em 16 de outubro, traz à tona um debate fundamental: o impacto da mastigação na nutrição e no bem-estar diário.
Um desafio de saúde pública no Brasil
Para entender a dimensão desse cenário, os dados do levantamento SB Brasil 2023, pesquisa nacional do Ministério da Saúde, revelam números impressionantes. Cerca de 36,48% das pessoas entre 65 e 74 anos sofrem com o edentulismo, que é a perda total dos dentes naturais.
Além disso, na mesma faixa etária:
55,37% das pessoas consideram que precisam de tratamento odontológico.
49,58% relatam a necessidade de próteses para substituir os dentes perdidos.
Contudo, esses números mostram que a perda dentária continua sendo um desafio relevante de saúde pública no país.
O impacto que vai além do prato de comida
A ausência de um ou mais dentes compromete diretamente a eficiência da mastigação. Por outro lado, para conseguir se alimentar com conforto, muitas pessoas acabam adaptando a dieta e optando apenas por preparações mais macias. Essa alteração na consistência das refeições pode reduzir a variedade de nutrientes consumidos no dia a dia.
“A perda de dentes não deve ser vista apenas como uma questão estética. Quando a mastigação fica comprometida, a pessoa pode começar a mudar suas escolhas alimentares e até deixar de consumir alimentos de que gosta. Por isso, é importante investigar as dificuldades, compreender as necessidades de cada paciente e orientar as possibilidades de cuidado para preservar a função mastigatória e a qualidade de vida”, explica Dra. Carla Sarni, porta-voz da Sorridents e CEO do Grupo Salus.
Da mesma forma, a ausência dental afeta a fala, a confiança ao sorrir e até a convivência em sociedade. Contudo, muitos adiam a visita ao dentista por receio, dúvidas ou por acreditarem erroneamente que perder dentes é uma consequência natural do envelhecimento.
Prevenção e acompanhamento em todas as idades
Vale destacar que perder dentes não é um processo inevitável com o passar dos anos, tampouco algo exclusivo da terceira idade. Problemas como cáries e doenças na gengiva estão entre as principais causas, o que reforça a importância do acompanhamento odontológico contínuo ao longo da vida.
O que fazer ao notar dificuldades para mastigar?
Busque avaliação profissional: Ao sentir desconforto ao comer ou notar a falta de algum dente, consulte um especialista.
Descubra o tratamento ideal: A consulta ajuda a entender as condições da sua boca e a planejar a reabilitação oral mais adequada para o seu caso.
Recupere a sua autonomia: Tratar a saúde bucal devolve o prazer de comer com conforto e a segurança para se comunicar.
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