Astrônomos vinculados à Universidade de Southampton, na Inglaterra, divulgaram uma nova análise que reforça a compreensão atual do cosmos ao indicar que a expansão do universo segue em aceleração. O estudo, publicado na última quarta-feira (10) no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, reavaliou dados obtidos a partir de supernovas do tipo Ia para testar conclusões anteriores.
A pesquisa surge após uma controvérsia iniciada em 2025, quando outro grupo sugeriu que a aceleração do universo poderia estar diminuindo devido a supostas falhas na forma de medir a luminosidade dessas explosões estelares. A nova investigação contesta essa interpretação e sustenta que os métodos tradicionais continuam consistentes.
Reavaliação de supernovas e revisão de hipóteses cosmológicas
O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Southampton e contou com a participação dos astrofísicos Adam Riess e Brian Schmidt, além de outros colaboradores de renome internacional ligados ao grupo que recebeu o Prêmio Nobel de Física de 2011 pela descoberta da expansão acelerada do universo.
A equipe utilizou explosões estelares conhecidas como supernovas do tipo Ia para recalcular distâncias cósmicas e verificar se variações de brilho poderiam ter distorcido interpretações anteriores sobre a evolução do universo.
Segundo a análise, o estudo de 2025 teria interpretado de forma incorreta fatores ligados à idade das galáxias hospedeiras, assumindo equivalência com a idade das estrelas que originaram as explosões, além de não considerar ajustes relacionados à massa dessas galáxias, etapa padrão em cosmologia observacional.
De acordo com os autores, essas falhas metodológicas teriam levado à conclusão equivocada de que a aceleração cósmica estaria enfraquecendo, quando, na verdade, os dados corrigidos mantêm o cenário de expansão acelerada.
Pesquisadores envolvidos no estudo ressaltam ainda que a revisão não elimina a principal questão em aberto da cosmologia moderna, a natureza da energia escura, considerada responsável pelo comportamento expansivo do universo.
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