Hoje um dos fotógrafos mais reconhecidos do mundo, Sebastião Salgado nem sempre construiu sua carreira com uma câmera na mão. No início da década de 1970, ele ainda atuava como economista na Organização Internacional do Café quando um livro presenteado pela esposa Lélia mudou para sempre sua trajetória – e a da fotografia.
A obra era “Vanishing Africa”, da fotógrafa queniana-italiana Mirella Ricciardi, e marcou tanto o brasileiro que deu o empurrão decisivo para que ele se dedicasse à arte que marcou as décadas seguintes de sua vida. Agora, uma exposição que celebra os 25 anos da Galeria Mario Cohen, em São Paulo, propõe um encontro entre as obras e Ricciardi e Salgado, em um diálogo entre os registros que ela fez na África e os que ele capturou na Amazônia.
É “A Elegância do Olhar”, um mergulho em uma faceta que volta às origens do trabalho do brasileiro, falecido em maio de 2025, aos 81 anos. A exposição, com entrada gratuita, entrou em cartaz no final de setembro e pode ser visitada até 11 de novembro.
O que ver na exposição
A mostra tem como eixos centrais o próprio “Vanishing Africa”, de Ricciardi, e “Amazônia”, de Salgado. Com curadoria de Lilian Pacce, “A Elegância do Olhar” coloca frente a frente 17 fotografias dos dois artistas, simultaneamente propondo uma conversa e reforçando a identidade autoral de cada um – ao mesmo tempo em que trazem características em comum na forma como enxergam os povos eternizados em suas lentes.
Entre os destaques da exibição, algumas das imagens de Mirella Ricciardi são expostas pela primeira vez em território brasileiro.
“Aqui queremos ressaltar as semelhanças, especialmente a sensibilidade de ambos ao jogar luz à elegância genuína que emana da natureza e das pessoas retratadas, seja pelo gesto, o adorno ou a relação de cada um com seu território”, explica Pacce, no texto curatorial que apresenta a exposição.
Serviço
A Elegância do Olhar
Onde: Galeria Mario Cohen, na Rua Cap. Francisco Padilha, 69 – Jardim Europa, em São Paulo.
Quando: de 29 de setembro a 11 de novembro de 2026, aberto às terças e quintas (das 14h às 18h), sextas (das 11h às 18h) e sábados (das 11h às 16h).
Quanto custa: o acesso à exposição é gratuito.
Mais informações no site oficial da Galeria Mario Cohen.




