Reservar um tempo para si também pode significar sair de casa, encontrar pessoas e viver experiências fora das obrigações diárias. Autocuidado, cultura e convivência se encontraram no domingo (17), durante a comemoração dos dez anos do Studio 70, salão de beleza localizado em Moema, na zona sul de São Paulo.
Os empresários Adriana Piloni e Luiz Carlos Sanches receberam a atriz Isabel Fillardis e o ator Well Aguiar, que estão na capital paulista para a temporada da peça “O Começo do Fim”, no Teatro Itália. O encontro reuniu pessoas ligadas a diferentes áreas e trouxe a reflexão sobre bem-estar para o cotidiano do bairro.
Além do registro social, a ocasião permite pensar sobre como cada pessoa distribui o próprio tempo entre compromissos profissionais, responsabilidades pessoais e atividades que considera importantes.
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Autocuidado envolve escolhas pessoais
O autocuidado costuma ser associado à aparência, mas pode começar pela possibilidade de escolher como empregar o próprio tempo. Para algumas pessoas, isso inclui cuidados estéticos; para outras, uma caminhada, uma conversa ou uma atividade cultural.
A experiência em espaços de cuidado pessoal depende das preferências de cada indivíduo. Ser recebido com respeito, ter suas escolhas ouvidas e poder decidir sem constrangimento são aspectos que podem fazer parte de um atendimento, independentemente do tamanho ou da localização do estabelecimento.
A celebração organizada por Adriana Piloni e Luiz Carlos Sanches insere o Studio 70 nessa conversa sobre cuidado e encontros na cidade. Conhecer a proposta de um salão também envolve entender os serviços oferecidos, esclarecer dúvidas e avaliar se a experiência atende às próprias expectativas.
É importante distinguir a satisfação pessoal de benefícios terapêuticos: sentir prazer ao dedicar atenção a si pode fazer parte da experiência individual, enquanto afirmações sobre efeitos na saúde exigem avaliação e evidências específicas.
Convivência também merece lugar na agenda
A comemoração em Moema convida a olhar para uma dimensão do bem-estar que muitas vezes fica para depois: a vida social. Com agendas cheias, visitas, convites e conversas com amigos podem acabar limitados ao tempo que sobra.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a relevância das conexões sociais para a saúde e o bem-estar. Em relatório publicado em 2025, a Comissão sobre Conexão Social reuniu evidências sobre os impactos do isolamento e da solidão e defendeu ações para fortalecer os vínculos entre as pessoas.
Isso não significa que participar de uma comemoração produza, por si só, benefícios mensuráveis à saúde. O contexto ajuda a entender por que as oportunidades de convivência merecem atenção, sem transformar um evento social em uma intervenção de saúde.
No Studio 70, o encontro entre os anfitriões e os artistas colocou a convivência no centro da ocasião. A reflexão também se aplica a outros espaços dos bairros, onde diferentes atividades do cotidiano podem ser acompanhadas pelo contato entre as pessoas, respeitando as maneiras de cada um participar.
Cultura integra a conversa sobre qualidade de vida
Isabel Fillardis e Well Aguiar estão em São Paulo para a temporada de “O Começo do Fim”, no Teatro Itália. A presença dos artistas na comemoração aproximou o evento em Moema da programação cultural da capital.
Uma revisão publicada pela OMS em 2019 reuniu resultados de mais de três mil estudos sobre as relações entre artes, saúde e bem-estar. O levantamento examinou diferentes práticas e contextos e identificou contribuições das atividades artísticas para a promoção da saúde e o cuidado ao longo da vida.
A diversidade das pesquisas pede cautela: os resultados não permitem afirmar que uma peça específica terá o mesmo efeito para todos os espectadores. Ainda assim, oferecem contexto para incluir a participação cultural nas discussões sobre qualidade de vida.
Assistir a uma apresentação, visitar uma exposição ou ouvir música são algumas formas de reservar tempo para experiências com significado pessoal, de acordo com as preferências e as condições de acesso de cada pessoa.
Cuidar de si sem transformar tudo em obrigação
O autocuidado também pode ser pensado sem a pressão de virar mais uma tarefa a cumprir. Uma pausa não precisa resultar em uma fotografia, em uma mudança na aparência ou em um resultado visível para ter valor para quem a escolheu.
A comemoração organizada por Adriana Piloni e Luiz Carlos Sanches, com a presença de Isabel Fillardis e Well Aguiar, reuniu pessoas de diferentes áreas e trouxe essa reflexão para o cotidiano de Moema. Para quem acompanha o próprio ritmo, fica a pergunta: quais atividades merecem espaço na semana? A resposta pode incluir companhia, descanso ou arte, sem exigir consumo ou comparação.





