Dando continuidade à “turnê” de junho pelos planetas do Sistema Solar, a Lua visita Marte nesta sexta-feira (12), em um fenômeno conhecido como conjunção astronômica – quando dois ou mais astros compartilham a mesma ascensão reta (coordenada equivalente à latitude terrestre).
Segundo o guia de observação InTheSky.org, isso acontece às 18h16 (horário de Brasília), momento em que a dupla estará abaixo da linha do horizonte, portanto, inobservável. No entanto, pouco antes do nascer do Sol, entre 4h08 e 6h, eles já estarão bem próximos um do outro, podendo ser visíveis a olho nu por quem quiser se aventurar pela noite fria para contemplar o céu.
De São Paulo, eles começam a aparecer no céu a 22º na direção nordeste. A Lua estará em magnitude de -10, enquanto a de Marte estará em 1.3, com ambos na constelação de Áries. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o corpo mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27.
O par não estará próximo o suficiente para caber no campo de visão de um telescópio ou binóculos, mas será visível a olho nu.
Configuração do céu no momento da conjunção entre a Lua e Marte nesta sexta-feira (12). – Crédito: SolarSystemScope
Mas, como saber qual pontinho brilhante próximo da Lua será Marte? Simples. Pela proximidade com a Terra, o planeta sempre aparece bastante luminoso no céu, e sua cor característica – o vermelho – torna bem fácil identificá-lo.
Desta vez, ele estará posicionado ao sul da Lua. Então, olhe para ela (que está quase mínima no céu, com apenas 4% de luminosidade), procure uma bolinha brilhante alaranjada logo abaixo e, pronto – você verá Marte.
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Por que Marte é vermelho?
O característico tom avermelhado de Marte sempre chamou atenção, evocando associações com deuses e operações bélicas. Na mitologia grega, Ares, o deus da guerra, era frequentemente ligado a essa cor. Curiosamente, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, Antares, ganhou esse nome por sua tonalidade avermelhada, que remete a Ares, significando “Anti-Ares”.
Representação artística do Planeta Vermelho. – Crédito: Sergei Voevitko – Shutterstock
Mais tarde, com o domínio romano na Europa, Ares foi renomeado como Marte, nome que também foi dado ao planeta e permanece em uso até hoje.
A tonalidade vermelha marciana é resultado de uma combinação de fatores complexos. E essa interação se dá entre a composição da superfície do planeta, sua atmosfera e fenômenos geológicos. Saiba mais aqui.
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