O inverno começa oficialmente no Hemisfério Sul em 21 de junho de 2026, às 5h24, no horário de Brasília. Até setembro, a estação deve trazer ar mais seco, queda de temperatura e fenômenos típicos em várias regiões do país.
Inmet afirma que, além das temperaturas mais baixas, a estação também costuma ser marcada por menos chuva em boa parte do Brasil, influenciando desde a qualidade do ar até a ocorrência de queimadas.
O que muda com a chegada do inverno
Climatologicamente, o inverno é conhecido por ser a época menos chuvosa nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte do Norte e do Nordeste. Ao mesmo tempo, áreas do noroeste da Região Norte, do leste do Nordeste e de parte da Região Sul concentram os maiores volumes de precipitação nessa época do ano.
A redução das chuvas em grande parte do território brasileiro está ligada à persistência de massas de ar seco. Esse cenário reduz a umidade relativa do ar e dificulta a formação de precipitações.
Entre os principais efeitos apontados para essa época do ano estão:
Aumento do risco de queimadas e incêndios florestais
Redução da umidade relativa do ar
Agravamento de doenças respiratórias
Impactos na saúde da população em geral
Por isso, o inverno costuma exigir mais atenção à hidratação, à qualidade do ar e aos cuidados com a saúde, especialmente durante semanas prolongadas de tempo seco.
Geadas, neve e friagem entram no radar
Além da menor incidência de radiação solar, a estação também é marcada pela chegada de massas de ar frio vindas do sul do continente. Elas provocam queda nas temperaturas e ajudam a manter médias inferiores a 22°C em áreas da faixa leste das regiões Sul e Sudeste.
Alguns dos fenômenos mais conhecidos do inverno brasileiro também costumam aparecer nessa época. Entre eles estão as geadas, que podem ocorrer em áreas das regiões Sul e Sudeste e em Mato Grosso do Sul.
Além disso, há possibilidade de neve em áreas serranas e nos planaltos da Região Sul. Também podem ocorrer episódios de friagem, caracterizados pela entrada desse ar frio em estados como Mato Grosso, Rondônia, Acre e o sul do Amazonas.
Nevoeiros também entram em cena
As manhãs de inverno costumam trazer outro fenômeno bastante conhecido por quem pega a estrada cedo. Em função das inversões térmicas no período da manhã, são comuns formações de nevoeiro e névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Leia mais:
Gelo marinho desaparece, até a Antartida sofre com o calor e especialistas voltam a perder o sono
El Niño: o fenômeno que muda o clima do planeta inteiro
A cidade do interior de Minas onde nunca passa de 18°C o ano inteiro
Essas condições podem reduzir a visibilidade, principalmente em rodovias e aeroportos.
Por isso, a redução da visibilidade exige cuidados extras de motoristas e também pode afetar operações em aeroportos.
Até o fim de setembro, geadas, nevoeiros, friagens e períodos de tempo seco devem continuar fazendo parte da rotina de várias regiões do país.
O post Prepare-se: inverno chega com frio intenso, geadas e tempo seco apareceu primeiro em Olhar Digital.






