Sarampo ou catapora? Saiba diferenciar os sintomas

O sarampo voltou a preocupar autoridades de saúde em São Paulo. Em 2026, o estado já confirmou 23 casos da doença: 20 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Com a circulação do vírus, também aumentam as dúvidas sobre como diferenciar o sarampo da catapora.

As duas doenças são virais e podem provocar alterações na pele, mas apresentam características diferentes. Segundo Alice Del Colletto, professora e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, o sarampo é provocado por um dos vírus mais contagiosos conhecidos e se espalha principalmente por gotículas respiratórias.

A especialista explica que a pessoa infectada pode transmitir o vírus antes mesmo de apresentar todos os sintomas. Já a catapora é causada pelo vírus varicela-zóster e também pode passar pelas vias respiratórias e pelo contato com as lesões.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os sintomas ajudam a diferenciar as duas infecções. No sarampo, os sinais costumam incluir:

Febre alta, tosse e coriza: esses sintomas aparecem entre as manifestações iniciais da doença.
Olhos avermelhados e sensibilidade à luz: também podem surgir durante a infecção.
Manchas avermelhadas: geralmente começam no rosto e depois se espalham por outras partes do corpo.

Já a catapora costuma provocar pequenas bolhas espalhadas pelo corpo. As lesões aparecem em diferentes fases e podem causar coceira intensa. Por isso, apesar de ambas alterarem a pele, a aparência e a evolução ajudam a diferenciá-las.

O sarampo também chama atenção pela facilidade de transmissão. O vírus passa de uma pessoa para outra pelo ar durante a tosse, o espirro, a fala e até a respiração. Segundo a especialista, uma pessoa infectada pode transmitir a doença para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

Por que a vacinação contra o sarampo é tão importante?

A queda da cobertura vacinal nos últimos anos favoreceu o retorno da circulação do sarampo, segundo Alice. Quando mais pessoas ficam suscetíveis, o vírus encontra condições para se espalhar e provocar novos surtos.

A principal forma de prevenção é a vacinação. A vacinação contra o sarampo também ajuda a proteger pessoas que não podem receber determinados imunizantes por condições específicas de saúde.

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A indicação pode variar de acordo com idade, histórico da doença, situação vacinal e cenário epidemiológico. Por isso, a orientação é manter a caderneta atualizada e procurar um serviço de saúde para verificar quais doses são indicadas.

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Quem já teve sarampo costuma desenvolver uma resposta imunológica duradoura, com proteção pelo resto da vida. Reinfecções são extremamente raras e geralmente estão relacionadas a alterações importantes do sistema imunológico. Ainda assim, a vacinação contra o sarampo continua essencial para reduzir a circulação do vírus.

Diante de sintomas suspeitos, especialmente febre alta acompanhada de manchas pelo corpo, é importante procurar atendimento de saúde para receber avaliação adequada. Evitar a automedicação e manter as vacinas atualizadas também são atitudes importantes para reduzir a transmissão.

Resumo: O sarampo registrou 23 casos em São Paulo em 2026, sendo 20 na capital. A doença apresenta febre alta, tosse, coriza, olhos avermelhados e manchas na pele. A catapora provoca principalmente bolhas com coceira intensa. A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo e ajuda a reduzir sua circulação.

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