Sentir o coração dar uma batida fora do ritmo, falhar por um segundo ou disparar de repente no peito é uma sensação bastante desconfortável. Essa experiência é uma das causas mais frequentes de visitas ao consultório médico.
Nesse sentido, embora a palavra palpitação pareça um termo genérico, ela abrange desde reações inofensivas ao estresse diário até alterações elétricas mais complexas.
As causas mais comuns de palpitação no dia a dia
No topo das reclamações dos pacientes estão as chamadas extrasístoles. Elas provocam a sensação de um soco ou de uma pausa no meio do peito. Segundo o cardiologista Ricardo Ferreira Silva, esse é o tipo de alteração mais comum na rotina médica.
“A extrasístole acontece quando um estímulo elétrico precoce faz o coração contrair antes do tempo regular. Na maioria das vezes, ocorre em corações totalmente saudáveis e é potencializada por fatores como fadiga, excesso de cafeína, álcool ou privação de sono”, explica o especialista.
Logo atrás, surgem as taquicardias causadas por ansiedade ou pico de estresse. Nesses episódios, o órgão acelera como resposta direta a cargas de adrenalina, sem necessariamente apresentar uma doença de base.
“Muitos pacientes chegam ao consultório assustados com a ‘batedeira’, mas o exame mostra que o coração está apenas respondendo fisiologicamente a um estado de alerta emocional ou a gatilhos como desidratação, febre e uso de termogênicos”, destaca o médico.
Nesses episódios, o órgão acelera como resposta direta a cargas de adrenalina – Canva Equipes/pixelshot
Quando a arritmia exige maior atenção
Em terceiro lugar no volume de diagnósticos surgem as arritmias sustentadas. Nesses casos, destaca-se a Fibrilação Atrial (FA) — mais comum em idosos ou hipertensos — e a Taquicardia Supraventricular, que pode surgir até mesmo em jovens saudáveis. Nesses quadros, o ritmo acelera ou se desorganiza sem um motivo aparente.
Por outro lado, o diagnóstico preciso depende de uma investigação detalhada no consultório. O especialista reforça que exames como o eletrocardiograma e o Holter de 24 horas são essenciais para mapear o comportamento do órgão.
Quando buscar atendimento de emergência?
Embora grande parte dos episódios seja benigna, alguns sinais associados acendem a luz vermelha de alerta para buscar o pronto-socorro sem demora:
Dor ou pressão no peito
Tontura intensa ou sensação de desmaio
Falta de ar repentina
Desmaio (síncope)
“Se a palpitação vier acompanhada de tontura, dor no peito, falta de ar ou desmaio, a busca por atendimento de emergência deve ser imediata. Nos demais episódios, a consulta cardiológica permite identificar a causa com precisão, tranquilizando o paciente ou iniciando o tratamento adequado”, conclui o médico.
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