SpaceX teria forçado Pentágono a pagar mais pela Starlink

A SpaceX teria pressionado o Pentágono a aumentar os pagamentos pelo acesso à Starlink durante a campanha militar dos Estados Unidos contra o Irã, segundo uma reportagem da Reuters publicada na terça-feira (26). A discussão ocorreu semanas após o início das operações militares americanas.

De acordo com a agência, executivos da empresa de Elon Musk se reuniram com autoridades do Departamento de Defesa dos EUA para discutir os preços cobrados pelo serviço. A SpaceX argumentou que o Pentágono pagava cerca de US$ 5 mil por terminal Starlink ao mês, mas utilizava o sistema de forma equivalente a uma assinatura de aviação, que custa US$ 25 mil mensais.

Segundo a Reuters, a SpaceX pressionou o Pentágono a aumentar os pagamentos pelo acesso à Starlink – Imagem: Findaview/Shutterstock

Uso em drones gerou disputa

O impasse entre as partes surgiu por causa do uso da Starlink nos drones kamikaze LUCAS. Segundo a Reuters, integrantes do Departamento de Defesa afirmaram que o plano mais caro da Starlink foi desenvolvido para aeronaves, e não para drones descartáveis que explodem ao atingir o alvo.

As autoridades americanas também argumentaram que esse tipo de drone normalmente precisa de conexão via satélite por períodos curtos, variando de alguns minutos a poucas horas. Ainda assim, o Pentágono teria aceitado a mudança, o que praticamente dobrou o custo de cada unidade do LUCAS.

A discussão acontece enquanto a SpaceX se prepara para uma oferta pública inicial prevista para junho, apontada como potencialmente a maior da história.

Starlink domina mercado de internet via satélite

A versão militar da Starlink, chamada Starshield, vem ganhando importância entre forças armadas ao redor do mundo. O texto menciona que especialistas passaram a afirmar que a Ucrânia ganhou vantagem na guerra contra a Rússia após a SpaceX bloquear o uso do serviço pelos russos.

A Starlink tem uma versão militar chamada Starshield – Imagem: Rizky Ade Jonathan/Shutterstock

Um porta-voz do Departamento de Defesa disse à Reuters que a agência está procurando concorrentes para o Starlink. O cenário, porém, ainda é limitado.

Segundo a reportagem, a SpaceX possui cerca de 10 mil satélites em órbita, representando mais de 60% do total global. Os concorrentes mais próximos citados no texto, Amazon Leo e Eutelsat OneWeb, ainda não operam em escala comparável.

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