Um novo brilho pode aparecer no céu noturno em breve

Segundo uma publicação recente do site Space, uma possível explosão estelar no sistema T Coronae Borealis pode ocorrer a qualquer momento, incluindo uma das janelas previstas para este ciclo recente, o que colocaria um novo ponto brilhante no céu noturno. O evento chamaria a atenção por tornar visível, sem equipamentos, uma estrela que normalmente não pode ser observada a olho nu.

Localizado na constelação da Coroa Boreal, o sistema binário pode atingir brilho semelhante ao da estrela Polaris, conhecida como Estrela do Norte. Caso aconteça, o fenômeno seria visível para observadores no Hemisfério Norte logo após o anoitecer.

A expectativa envolve uma explosão rara, associada a ciclos longos de atividade que fazem esse tipo de evento ser considerado incomum até mesmo entre astrônomos.

A explosão que pode transformar o céu

Encontrando T. Coronae Borealis na constelação Corona Borealis. – (Image credit: Created by Anthony Wood in Canva)

O sistema T Coronae Borealis pertence a um grupo extremamente raro de estrelas com erupções repetidas. Ele é formado por uma anã branca que retira material de uma gigante vermelha próxima, até atingir condições que provocam uma explosão termonuclear na superfície.

Esse processo se repete em intervalos médios próximos de 80 anos, segundo registros históricos citados por observações astronômicas. Entre os sistemas conhecidos com esse comportamento, há apenas cerca de cinco exemplos identificados na Via Láctea.

Quando a explosão ocorre, o material acumulado é expelido em um evento de grande energia, fazendo com que o sistema aumente drasticamente sua luminosidade por um curto período.

Previsões, incertezas e histórico recente

A última grande erupção confirmada desse sistema ocorreu em 1946, quando o brilho aumentou de forma significativa. Desde então, diferentes previsões tentaram estimar o próximo evento, com algumas apostas anteriores apontando até 2024, baseadas em variações de luminosidade observadas.

Apesar disso, essas estimativas não se confirmaram, já que o sistema permaneceu sem a explosão esperada em diversas janelas previstas. Algumas hipóteses mais recentes chegaram a sugerir datas específicas, incluindo uma possibilidade ligada ao dia 25 de junho de 2026, mas sem consenso científico.

O comportamento irregular reforça a dificuldade de prever o momento exato da explosão, mesmo em sistemas com padrões históricos conhecidos.

Visibilidade e impacto no céu noturno

Como encontrar Corona Borealis no céu de verão. – (Image credit: Created by Anthony Wood in Canva)

Quando ocorre, o brilho do sistema pode saltar de magnitude próxima de +10, invisível a olho nu, para cerca de +2, tornando-se facilmente perceptível no céu escuro. Esse aumento o colocaria próximo do brilho de estrelas de referência como Polaris.

O fenômeno costuma permanecer visível por cerca de uma semana sem instrumentos ópticos, segundo estimativas associadas a observações anteriores de eventos semelhantes.

A localização no céu se dá próxima à forma semicircular da constelação Corona Borealis, entre as constelações de Boötes e Hércules, o que ajuda observadores a identificá-lo após a eventual erupção.

Método de observação

Para localizar o sistema antes da possível explosão, recomenda-se o uso de binóculos ou pequenos telescópios. Um dos pontos de referência é a estrela Epsilon Coronae Borealis, a partir da qual o alvo pode ser encontrado ao deslocar o campo de visão ligeiramente para a região inferior direita.

Essa técnica facilita a identificação do ponto exato onde o sistema se encontra dentro da constelação, já que ele permanece fraco na maior parte do tempo.

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