A Microsoft vai mexer novamente no preço do Xbox. A partir de 1º de agosto, os consoles ficam mais caros, com aumentos que chegam a US$ 150 (cerca de R$ 780).
A mudança atinge toda a linha e reflete a pressão dos custos de componentes e memória, relata o The Verge.
Consoles sobem e versão de 2 TB sai de cena
O reajuste atinge praticamente toda a família Xbox. O Series S passa de US$ 299 (cerca de R$ 1.555) para US$ 499,99 (R$ 2.600). Já o Series X sem leitor de disco chega a US$ 749,99 (R$ 3.900), enquanto a versão com disco vai a US$ 799,99 (R$ 4.160).
O impacto não é pequeno. Dependendo do modelo, o aumento varia entre US$ 100 (R$ 520) e US$ 150 (R$ 780).
E tem um detalhe que chama atenção: o Series X de 2 TB será descontinuado. Menos opções no topo da linha, justamente onde havia mais espaço para quem queria armazenamento maior.
Em 2020, o cenário era outro. O Series S chegou por US$ 299 (aprox. R$ 1.555) e o Series X por US$ 499 (cerca de R$ 2.600). Hoje, essa diferença já virou passado.
Componentes mais caros e pressão global
A explicação da Microsoft passa, principalmente, por um ponto: componentes.
“Em outubro passado, aumentamos o preço dos consoles Xbox entre US$ 20 (aprox. R$ 104) e US$ 70 (cerca de R$ 364) nos EUA”, informou a empresa.
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Segundo a companhia, o cenário ficou ainda mais pesado. “Infelizmente, os preços de armazenamento e memória para consoles mais do que duplicaram — chegando a mais de 2,5 vezes o valor anterior — e prevemos que dobrem novamente até o outono de 2027”, diz o comunicado.
Isso não fica restrito ao Xbox. Toda a indústria de eletrônicos sente o impacto da alta global de memória e armazenamento, o que acaba chegando, de um jeito ou de outro, ao consumidor final.
Nos bastidores, o momento também não é simples. O Xbox passa por reestruturações internas e se prepara para possíveis mudanças mais profundas, segundo informações da própria empresa.
Alternativas para não afastar o consumidor
Para tentar suavizar o impacto, a Microsoft está apostando em novas formas de compra.
A empresa fala em parcelamento, financiamento sem juros em varejistas como a Amazon e até programas que devem incluir consoles seminovos por preços mais acessíveis.
Parcelamento e “compre agora, pague depois”
Financiamento sem juros em lojas parceiras
Consoles seminovos com preços reduzidos
Novos acordos com varejistas selecionados
No fim das contas, a lógica é direta: se o console ficou mais caro, o acesso precisa ser mais flexível. Ou pelo menos tentar ser.
Os novos preços reforçam uma tendência que já vinha se desenhando na indústria de games: hardware mais caro e menos margem para quedas. Nesse cenário, a Microsoft ajusta o Xbox para continuar competitivo — enquanto o consumidor sente cada vez mais o peso dessa conta.
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